quinta-feira, 28 de março de 2013

Jornal Ícone - Ed. 205 > Salvando um TV LCD, ou como ressuscitar uma memória FLASH com dados totalmente corrompidos!

Fernado José
 
Olá caras leitores, alunos e amigos!
Mais uma vez aqui estamos para reduzir mais um pouco as dúvidas sobre as formas de reparação dos TV's LCD, LCD LED e PLASMA, que tem sido a grande dor de cabeça de muitos colegas de profissão!
Infelizmente, não adianta sentar a beira do caminho e ficar lamentando “sobre os transistores danificados”!
O que temos de fazer é arregaçar as mangas, começar a ler, ler muito e investir!
Sei que uma grande dificuldade para alguns é justamente o “investir”, não por não quererem, mas por não ter reservas para tal.
Acreditem, isto não será privilégio só seu. Eu, e com certeza muitos outros também não estamos em situação de investir em novos equipamentos e ferramentas e nem em literatura técnica!
Então, porque não usar o bom senso comum e unir forças com os colegas mais chegados e investirem juntos nos equipamentos mais caros e necessários a nossa sobrevivência no mercado de trabalho?
Venho falando isso já há muito tempo, pois foi assim que eu comecei a eletrônica, unindo forças e investimento junto com amigos que tinham acabado de se formar no curso de “Rádio Técnico” junto comigo!
Para nós deu certo!
Porque não daria para vocês também?
Pensem nisso, pois em muitas situações como a que vou relatar agora, só poderão ser solucionadas com o equipamento certo na sua bancada!
Chegou na oficina uma TV LG LCD 42LG50, totalmente inoperante.
Bom, até aí nada de mais, correto?
Depende:
No caso citado, o cliente trouxe o equipamento, pois já havia levado a mesma em duas outras oficinas e teve a triste notícia em ambas que só a troca da MAIN UNIT poderia resolver o problema do TV dele.
O problema era que por não ser um TV dos mais recentes, havia uma certa dificuldade em se encontrar a placa à venda e o valor da mesma estava girando, naquele momento, em cerca de R$350,00 o que, em condições normais, levaria o orçamento para um patamar próximo dos R$500,00, caso não existisse mais nenhum tipo de problema com o TV.
Como o cliente já estava meio desesperado, ele acabou por entregar o jogo do porque o TV parou de funcionar.
Este modelo, embora possua uma entrada USB, não aceita a reprodução de vídeos via PEN DRIVE ou outro dispositivo USB conectado ao equipamento, apenas a reprodução de “músicas e fotos”!
Como todo cliente se acha muito mais esperto que nós técnicos, (eu disse “se acha” e não que é, correto?), ele achou que fazendo uma atualização do TV, iria passar a ver filmes na sua TV!
Bom, resumindo a história triste, ele baixou um arquivo de atualização sabe-se lá aonde e espetou o PEN DRIVE na TV, acessou o dispositivo USB e mandou rodar o arquivo que estava salvo dentro da FLASH do PEN DRIVE.
Para o azar dele e sorte minha, a TV apagou do nada e começou apenas a piscar o LED do STAND BY, indicando um erro qualquer de operação.
Obviamente, após “n” tentativas frustradas de fazer a TV ligar sem sucesso, ele se deu por vencido e começou a peregrinação com a TV de oficina em oficina.
Como sempre a última é sempre a nossa, e o aparelho em geral já chega todo “ferrado”!
Para minha sorte e do cliente também, até que o pessoal por onde a TV passou não eram “Zés das Couves” e o TV estava da mesma forma como saiu da casa do cliente.
Bom, e aí vocês estão perguntando, como foi a solução do defeito, não é mesmo?
Pelo relato do cliente, o mais certo era que a FLASH queimou, ou os dados do SOFTWARE instalado na mesma estavam tão baratinados, que impediam totalmente que o processo de inicialização do TV  fosse acessado!




Pensando sempre na melhor opção, ao invés de pensar sempre na pior, como alguns fazem, retirei a memória FLASH, que vocês podem ver na foto 1, e coloquei a mesma no gravador de FLASH G540, que eu recomendo para aqueles que querem realmente continuar na luta!









Este gravador (foto 2) permite ler, copiar, gravar e regravar vários tipos de memórias, desde as famigeradas EEPROM, até as nossas FLASH.

Este gravador é uma alternativa ao uso dos JIG's ou INTErFACE (foto 3) de comunicação que o fabricante fornece aos postos autorizados para a realização de gravação e regravação das FLASH dos TV's LCD, LCD LED e PLASMA.



A desvantagem é que você vai ter de remover a FLASH da PCI do TV e com o JIG, basta ligar via HDMI ou VGA para acessar a FLASH.
Como provavelmente você, um mero mortal como eu, não vai ter acesso ao JIG, então, o gravador de FLASH é a melhor opção!
É claro que o IC FLASH, não tem como ser colocado no conector existente no gravador e aí necessitamos de um adaptador que permite soquetar a FLASH neste adaptador e soquetar o adaptador no gravador.

Na foto 4, temos um exemplo do adaptador necessário ao IC FLASH em questão, mas existem diversos tipos de adaptadores para os mais variados tipos e formatos de IC's de memória


















(foto 5).
 
É óbvio que não basta retirar a FLASH da TV e apagar o que foi gravado de forma errada na mesma, pois vazia, ela também não vai permitir que o TV funcione.
Aí entra a necessidade de você se comunicar com o mundo exterior, coisa que venho falando desde o século passado (esqueceu que já estamos no século 21 e que viemos do século 20?).
Para se manter atualizado e ter acesso a informações técnicas você deve ter acesso à internet, e amigos pelos fóruns técnicos da vida, pois é através destes fóruns que eu consegui os dados do SOFTWARE que devia estar gravado na referida FLASH do TV.
Feita a limpeza e posterior gravação dos dados corretos, ressoldamos a FLASH na PCI do TV e, para nossa sorte e do cliente também, a TV voltou a funcionar.
Fica a observação de que segundo a SONY, um dos maiores fabricantes de TV's LCD e LCD LED do mundo, 40% das falhas destes televisores estão relacionadas a problemas de SOFTWARE e são resolvidos com a atualização ou regravação desses dados na FLASH da MAIN UNIT.
Então, fica a dica de que se você quer ganhar dinheiro consertando os novos TV's, terá de investir em novos equipamentos para que seja possível solucionar os mais diversos tipos de problemas que até há alguns anos nem sonharíamos que iriam existir!
Então, lembre-se:
O melhor investimento que você pode fazer é em você e em sua carreira!
Se você não investir em você, quem você acha que vai investir?
Lembre-se, comprar equipamentos e ferramentas, não é gasto, é investimento!
É como uma aplicação financeira, onde você deixa uma certa quantia no banco e, ao final de um determinado prazo, você retira o seu dinheiro que havia deixado no banco e ainda recebe um a mais por isso!
E falando em investimento, neste mês de Abril (13), estaremos realizando um novo treinamento sobre Dicas de Defeitos nos TV's LCD e LCD LED!
Os interessados em participar, devem entrar em contato através do nosso e-mail:
clubedotecnico@gmail.com
Lembro que nossos alunos estão recebendo uma carteira de sócio do Clube do Técnico – RJ e que está carteira dá a quem a possui, o direito de ter desconto a cada 5 cursos realizados conosco e a um atendimento diferenciado na TRIDUAR (tradicional loja de instrumentos e ferramentas da Rua República do Líbano) e na TECHNO AV (revenda de placas e componentes para TV’s LCD, LCD LED e PLASMA) em Niterói!
Venha participar de nossos eventos técnicos e tenha direito a estas e outras vantagens!

Para fechar esta matéria, temos abaixo, alguns momentos do nosso evento do mês de Fevereiro, onde tivemos 73 alunos participando e interagindo sobre o tema “FONTES de ALIMENTAÇÃO dos Tv’s SANSUNG LCD e LCD LED”!
Neste evento, tivemos também o lançamento do meu novo livro, tratando de mais um tema inédito na literatura brasileira, a Reparação das placas T-CON dos TV’s LCD e LCD LED!
No evento foram sorteados exemplares do livro e os que estiverem interessados em adquirir o mesmo, podem se dirigir a LHC Componentes em Cascadura, na Rua Silva Gomes 30 (a loja do Fernando da BRASALFA) ou na Livraria Vitória na Av.Marechal Floriano 151 no centro do Rio.













































Até a próxima se DEUS quiser!!!
Fernando José é Técnico de Eletrônica e atua como INSTRUTOR do Clube do Técnico – RJ e Técnico da Boullevard Assistência Técnica.
Também é editor da revista eletrônica “Clube do Técnico em Revista” que é uma revista técnica mensal, enviada via e-mail aos assinantes.
Para maiores informações, basta entrar em contato pelo nosso e-mail que está no corpo da matéria!

Jornal Ícone - Ed. 205 > Trabalhando com o PC na bancada!



Fernando Asaph Jr.



Quais os programas que preciso ter instalados no meu computador? Acredito que a necessidade dos técnicos em manutenção de eletroeletrônicos terem nas suas bancadas um computador já foi muito comentada por muitos aqui e dizer o porquê mais uma vez seria apenas redundante!
Uma dúvida que tenho percebido muito durante o meu trabalho junto à equipe do Instrutor Fernando José, no Clube do Técnico  RJ, é relacionada não com a necessidade de se ter o PC na bancada, mas o que este PC deve conter em relação aos programas de real utilidade na bancada de reparação.
Um item básico, obviamente é o sistema operacional (é o programa responsável pelo funcionamento do PC). Podemos dizer que neste quesito, o WINDOWS é padrão. E as versões XP e SEVEN são as mais indicadas. Por uma questão de funcionalidade e estabilidade, não recomendamos as versões VISTA do WINDOWS e nem a atual, o WINDOWS 8, devido ao fato no caso deste último, de ser mais direcionado a equipamentos com a função TOUCH SCREEN, que em uma bancada de manutenção, não seria uma coisa muito lógica de ser utilizada, já que se trabalhando com ferramentas, equipamentos empoeirados e sujos, sabe-se lá de que, não seria muito produtivo, a cada momento em que se tenha de utilizar o PC, que paremos o serviço para lavar as mãos, de forma a evitar que poeira, gordura, graxa e outros resíduos possam aderir a superfície da tela e prejudicar o funcionamento do PC.
Ficamos com os bons e velhos MOUSE e TECLADO!!! E os programas? Tendo em mente que você quer um PC para a bancada, a fim de ler esquemas e manuais técnicos, ver imagens de partes de um mecanismo, por exemplo, imprimir esquemas e acessar a internet, os programas básicos seriam: O pacote OFFICE do WINDOWS, preferencialmente nas versões 2003 ou 2010. Observe que não se faz necessária à instalação de todo o pacote em um PC de bancada. O que deve ser instalado é o WORD (processador de texto, que serve para ler e digitar textos), o POWER POINT que serve para observar SLIDES de uma apresentação, que é o formato de uma grande quantidade de arquivos de treinamentos técnicos (inclusive os do Clube do Técnico  RJ) e o EXCEL que permite acessar planilhas que podem conter dados de clientes ou tabelas de preços de produtos e componentes.
O restante do pacote OFFICE é desnecessário em uma bancada de reparação e a não instalação completa do pacote, pode poupar algumas centenas de MEGABITES do espaço do HD do seu PC. Outro programa que é fundamental é o ADOBE ACROBAT READER. Este é um leitor de arquivos no formato PDF, que é como são editados 98% dos esquemas e manuais de serviço dos equipamentos eletroeletrônicos. É recomendável utilizar sempre a versão mais recente do programa e uma alternativa a este é o software chamado FOXIT READER que também é um software leitor de arquivos PDF.
Se o seu PC é meio lento e tem pouco espaço no HD, recomendo o FOXIT. Como eu disse acima, se 98% dos esquemas e manuais são feitos em PDF, os 2% que sobraram são editados em que formato? No formato DJVU (pronuncia-se dijavu). A LG é uma das empresas que utiliza muito este software para edição de seus esquemas e manuais e então, ter este leitor de DJVU se faz também necessário.
Devemos observar que se você tem uma loja aberta, existe a possibilidade de um dia, surgir um fiscal querendo ver as licenças de instalação dos Softwares que você tem em seu PC. Neste caso, evite utilizar cópias piratas pois como você é um comerciante legalizado, a fiscalização tem como localizar você, o que já não ocorre se você trabalha em casa por exemplo. O WINDOWS em geral já vem instalado no PC quando o compramos montado, mas normalmente o PC não trás instalados os outros Softwares citados aqui.
Quanto ao ADOBE, DJVU e FOXIT, não existe problemas, pois estes programas são distribuídos gratuitamente pelos seus fabricantes. O problema reside no pacote OFFICE que deve ser adquirido com uma licença válida. O que normalmente não é muito barato. Uma alternativa gratuita será instalar o BR-OFFICE ou o STAR-OFFICE que são pacotes de SOFTWARE com as mesmas funções dos que fazem parte do OFFICE, mas que são de uso livre. O problema será que você irá perder um pouco de tempo para se familiarizar com o uso dos mesmos, pois existem algumas diferenças em relação ao OFFICE que é em geral o que nos ensinam nos cursos de informática!
Uma coisa que muitos perguntam é: Como eu faço para imprimir um esquema de forma que ele fique legível? Eu mando imprimir na minha impressora e o esquema sai muito pequeno e ilegível! Em primeiro lugar, lembre-se de que impressoras de uso doméstico só imprimem em A4, Carta e Ofício, e o tamanho mais utilizado na impressão de esquemas em uma gráfica, é o A3 (que é o dobro do A4). Então, não tem como imprimir o esquema em tamanho grande? Tem sim, sendo que você irá utilizar muitas folhas A4 para isso. O próprio Software de impressão instalado no ato de instalação da sua impressora tem as ferramentas para fazer a divisão exata das partes do esquema que serão impressas em cada uma das folhas, permitindo que após a impressão você possa unir as partes sem cortar componentes ou linhas de ligação do esquema. E como se faz isso? Primeiro, localize o esquema que você quer imprimir:


De um duplo clique sobre o mesmo para que ele seja exibido (aberto) na tela do monitor:



Vá em “ARQUIVO” no topo da tela à esquerda e de um único clique para abrir o MENU de opções desta aba:



Vá até a opção “IMPRIMIR” e de mais um clique:



Na tela que abriu, vá em “INTERVALO de IMPRESÃO” e selecione a opção “VISUALIZAÇÃO ATUAL”:



Agora, vá até a opção “CONTROLE de PÁGINAS” e em “ REDIMENSIOMENTO de PÁGINAS”, escolha a opção “ COLOCAR PÁGINAS LADO À LADO”.
Depois vá em “ REDIMENSSIONAMENTO LADO À LADO e ajuste para a porcentagem que permita a impressão em uma quantidade de folhas que deixe o esquema legível mas sem ocupar folhas em demasia, como por exemplo aparece na imagem abaixo onde uma única folha do esquema será impressa em 15 partes, o que irá desperdiçar papel e deixar o esquema excessivamente grande.



Por hoje terminamos e na próxima edição vamos continuar falando do uso do PC na bancada e de seus programas mais úteis! Até lá se DEUS quiser!!! Fernando José Asaphe Júnior é Técnico em Montagem e Manutenção de MICROS e REDES e também é Técnico em Segurança do Trabalho. Integra a equipe do Clube do Técnico  RJ.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Jornal Ícone - Ed. 205 - Zilog - (PS0199) - Aprenda a usar as I/Os desse microcontrolador

André Pereira







Finalidade :

Este trabalho visa a mostrar como inicializar e a usar os pinos de entrada e saída dos

 microcontroladores da Zilog séries Z8 encore XP e na utilização de periféricos do mesmo. Este trabalho possui muita informação importante a respeito de como ler e escrever nos registros e nas entradas e saídas do microcontrolador em diferentes modos de operação.


Resumo de uso geral dos pinos de I/Os.

Os microcontroladores da Zilog com core Z8 encore XP suportam sete portas de 8 bits (portas de A~G) e uma de 4 bits (porta H) para operações de entrada e saída. Cada port possui ou está associada a um registro específico de controle e dados. O registro de controle é usado para determinar a direção dos dados, se dreno aberto, saída de sinal ou entrada e funções especiais dos periféricos. Na figura abaixo é mostrado um diagrama simplificado dos pinos dos ports do microcontrolador.

Quando qualquer pino do microcontrolador for configurado ou definido como entrada, o microcontrolador lê os dados desses pinos para dentro dos registros específicos, guarda-os e os disponibiliza para futuros processamentos. Para facilitar, vamos chamar os pinos do microcontrolador de GPIO que ajuda a entender melhor o que são. Neste contexto, quando um pino de GPIO pode ser usado como fonte de interrupção externa se definido como operação de pino de entrada., assim como definido como pino de saída, dados de dentro do microcontrolador são enviados nestes pinos para circuitos ou dispositivos externos. Se definidos como pinos alternativos para periféricos internos sua finalidade vai depender de qual função o periférico tem para ser setado ou configurado.
Nem todos os microcontroladores da linha Z8 encore possuem acesso aos 8 ports da linha, como estamos focando em microcontroladores de 80 pinos, isso não é problema, mas para micros de 20 pinos ou menos, sim. Para uma lista mais completa de pinos acessíveis de acordo com o modelo do microcontrolador acesse o datasheet "Z8 Encore! XP 64K Series Flash Microcontrollers Product Specification (PS0199)" em http://www.zilog.com/docs/z8encore/ps0199.pdf disponível do site da zilog em www.zilog.com.
A maneira mais comum de configurar o uso dos pinos do microcontrolador para entrada, saída ou alternativo, que é o uso dos periféricos é usando as funções dos registros internos e sub registros associados alista a seguir mostra melhor como isso funciona.
Endereço do port (PxADDR)
Controle do port (PxCTL)
O estado dos pinos após um reset ou início de alimentação do micro é o seguinte :
Os pinos do port estão em modo normal - periféricos desativados.
Todos os pinos estão configurados como entrada.
O conteúdo do registro de dados de entrada (PxIN) é desconhecido.
O conteúdo do registro de dados de saída (PxOUT) é 0X00.
Os pinos dos ports estão com o driver em tri-state.
Os valores dos registros dos ports e sub registros no modo reset estão nas tabelas a seguir.



Todos os pinos GPIOs devem ser inicializados a um valor de estado referente ao que se deseja antes de serem usados. O trabalho aqui descrito se foca em uma parte desse processo de descrição dos registros da linha Z8 Encore! XP que serve para guiar os usuários a definirem bem os pinos do microcontrolador de forma organizada e desejada.

Z8 Encore! XP descrição breve dos registros.

São quatro registros do microcontrolador Z8 Encore! XP que permitem o acesso aos pinos do mesmo no que se refere a controle do GPIO, dados de entrada e dados de saída. Os endereços dos ports de A-H e registro de controle juntos, são usados para se ter acesso aos sub registros para configuração e controle dos ports.
          Esses quatro registros do microcontrolador Z8 Encore! XP são brevemente explicados a seguir:
Registro de endereço de PORT (PxADDR) seleciona o sub registro adequado a funcionalidade do port e do GPIO. É usado em conjunto com o registro de controle de portas e ter acesso a todos os controles de pinos do GPIO.
Registro de controle de port (PxCTL) define o controle do port GPIO permitindo acesso aos sub registros.
Registro de entrada de dados (PxIN) retorna um valor no pino do port associado para ser processado.
Registro de dados de saída (PxOUT) escreve os dados de dentro do microcontrolador nos pinos correspondentes a fim de controlar cargas ou circuitos.
          NOTA: Os quatro registros mencionados acima estão definido no arquivo de cabeçalho ez8.h.
            Para usar as definições de código inclua o arquivo no seu programa como "#include
'', no seu código C para microcontroladores zilog.

Uma breve descrição do sub registro de port usado com o registro de endereço de port é dado a seguir.
Sub registro de direção de dados (DATA_DIR) contem defino o valor de acesso a dados como sendo 0x01 e é usado para definir pinos do port tanto como entrada como saída. Definindo valores de 1 para setar o pino como entrada e 0 como saída.
Sub registro de função alternativa (ALT_FUN) é usado para ativar as funções internas dos periféricos do microcontrolador e é definido como valor de dado de 0x02. Definindo valores de 1 para acionar as funções alternativas dos periféricos.
Sub registro de controle de saída (OUT_CTL) define o pino de saída como push-pull se valor for 0 e dreno aberto, se valor for 1. Este sub registro contem valores de dado de 0x03 e afeta on pinos diretamente.
Sub registro de habilitar alta corrente de saída (HDR_EN) é usado para habilitar e desabilitar operações em pinos em operação de alto consumo de corrente (como em LEDs). Este sub registro contem valor de dado de 0x04 e afeta diretamente os pinos do microcontrolador.
Sub registro de habilitar fonte de recuperação em modo STOP (SMRS_EN) configura o pino como fonte de modo recuperação de dados e é definido como valor de dado de 0x05.
           Os valores dos sub registros são definidos como se segue em todos os exemplos citados neste trabalho.:

             #define DATA_DIR            0x01               // direção dos dados nos pinos.
             #define ALT_FUN              0x02               // função alternativa.
             #define OUT_CTL              0x03              // Controle de saída de sinal/bit/bite.
             #define HDR_EN                0x04            // Habilita controle de corrente no pino.
             #define SMRS_EN              0x05            // Habilita/desabilita fonte de recuperação em modo STOP.

NOTA:
Para salvaguardar os valores nos sub registros de serem sobre escritos acidentalmente, defina valor de 0x00 no registro PxADDR antes de modificar os outros sub registros para uso particular conforme se deseja.

Para uma lista mais completa de sub registros acessíveis de acordo com o modelo do microcontrolador acesse o datasheet "Z8 Encore! XP 64K Series Flash Microcontrollers Product Specification (PS0199)" em http://www.zilog.com/docs/z8encore/ps0199.pdf disponível do site da zilog em www.zilog.com .

Definindo os pinos GPIOs como entrada.

Para configurar ou definir os pinos do port GPIO como entrada, use o registro de endereço do port apropriado juntamente com o registro de controle de port e o sub registro de direção de dados. Para evitar alguma interferência em outras funções do port, o sub registro de função alternativa é colocado um valor padrão de 0x00. Para acessar dados do pino do port, use o registro de dados de entrada do port em questão.
Por exemplo, assuma que você queira usar o pino 6 do port F (PF6) como pino de entrada, o pedaço de código a seguir ilustra bem como você pode fazer para usar o pino 6 do port F como entrada.


/**********************************************************************************************************/

//                          exemplo de inicialização de pino 6 do port F usado como entrada                 //

/**********************************************************************************************************/

PFADDR = 0x02;                                                  // Selecionamos port F e sub registro função

                                                                               // alternativa.

PFCTL &= 0x00;                                                         // O registro de controle do port F é colocado

                                                                     //valor padrão pois este não possui função alternativa

PFADDR = 0x01;                                                // Registro de endereço do port F habilita sub

                                                                              //registro de direção de dados.

PFCTL |= 0x40;                                                   // registro de controle do port F seleciona bit 6

                                                                                 //como entrada.

                                                                                //Não é necessário selecionar o sub registro de

                                                                             //saída desde que a configuração desejada seja

                                                                            //de entrada.

/**********************************************************************************************************/

//                                                                      lendo dados do pino 6 port F                               //

/**********************************************************************************************************/



while(1)

                {

              Data = PFIN;                                         // guarda dados do port F para um registro

                                                                           //temporário ( dados são colhidos do registro de

                                                                          //dados de entrada).

                   if (( Data & 0x40) == 0x00)             // testa se o bit 6 é zero.

                      {

                       user_routine();                            // coloque seu código aqui.

                     }

                 }


Todos os pinos do port GPIOs dos microcontroladores Z8 Encore! XP podem ser configurados para receberem interrupções externas com sinais de borda de subida ou borda de descida nas entradas de cada pino. As operações de requisição de inrterrupção só podem ser realizadas com os pinos configurados ou definidos como entrada e com inicialização apropriada para esta função. Para mais informações de como inicializar as interrupções externas, referencie o documento "Z8 Encore! XP 64K Series Flash Microcontrollers Product Specification (PS0199)" disponível em www.zilog.com .

Definindo os port GPIOs como saída.

Para definir os pinos do port GPIO como saída, o registro do endereço do port e o registro do de controle serão usados com seus respectivos sub registros ( direção dos dados e controle de saída). Exteriorizar os dados de saída para os pinos dos ports, o registro de dados de saída dos ports é também usado.
Por exemplo, assuma que você queira usar os ports G e E como saída ( onde os dados são direcionados através dos pinos configurados como saída), dessa forma se escolheu, aleatoriamente, que o port G é ativo em nível alto ou +VCC e o port E, ativo em nível lógico baixo.
O seguinte trecho de código ilustra melhor como podemos definir o port G e E como pinos de saída e direcionar os dados através desses pinos.



/********************************************************************************/

//                                                           Inicialização dos ports G e E como saída                                   //

/********************************************************************************/



PGADDR = 0x02 ;                                                        // Registro do endereço do port G seleciona sub                   

                                                                                      // registro de função alternativa.

PGCTL &= 0x00 ;                                                        // Controle de port G define valor padrão por que

                                                                                // port G não tem função alternativa..

PGADDR = 0x01 ;                                                      // Registro de endereço do port G acessa sub registro

                                                                                // de direção de dados.

PGCTL &= 0x00 ;                                                       // Registro do port G define todos os pinos desse

                                                                                     //port como sendo saída.

PGADDR = 0x03 ;                                                      // Registro de endereço do port G seleciona o

                                                                                    //controle de saída.

PGCTL &= 0x00 ;                                                      // Registro de controle do port G é definido como

                                                                              //push-pull, ou seja, com os resistores ligados ao +VCC.

PEADDR =0X02 ;                                                     // Registro de endereço do port E seleciona o sub

                                                                                         //registro de função alternativa.

PECTL &= 0X00 ;                                                          // Registro de controle do port E desabilita as

                                                                                         //funções alternativas de periféricos.

PEADDR = 0X01 ;                                                          // Registro de endereço do port E seleciona o sub

                                                                                   //registro de direção de dados.

PECTL &= 0X00 ;                                                          // Registro de controle do port E define todos os

                                                                                  //pinos como saída.

PEADDR = 0X03 ;                                                        // Registro de endereço do port E acessa sub

                                                                                //registro de controle de saída.

PECTL &= 0X00 ;                                                       // Registro de controle do port E define o controle

                                                                                     //de saída em push-pull.

/********************************************************************************/

//                                        código que permite o pino ou pinos em nível alto                                        //

/********************************************************************************/



void Drive_High_to_Port_G(void)

                      {

                          PGOUT = 0X07 ;                              // Define os bits de 0~6 em nível alto.

                          PEOUT &= 0X00;                            // Define todos os bits do port E em nível baixo.

                        }



/********************************************************************************/

//                  código que permite colocar os bits de um port ou pinos em nível baixo                            //

/********************************************************************************/



void Drive_Low_to_Port_G(void)

                      {

                      PGOUT = 0x00 ;                                // define todos os bits em lógica nível baixo.

                      PEOUT = 0x00 ;                                // define todos os bits em nível lógico baixo.

                       }


Concluindo, estes são os passos para se conseguir, por exemplo, acender um led com os microcontroladores da Zilog, uma nova abordagem e tradução parcial do documento da empresa que aqui foi idealizado.
No próximo post falaremos de como acessar alguns periféricos do microcontrolador e em um terceiro post do assunto, tentaremos fazer alguns circuitos e usos do mesmo no mundo real.