segunda-feira, 24 de março de 2014
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Jornal Ícone - Edição 208 - Junho de 2013
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Jornal Ícone ed. 208 - Ventos de mudanças!
Carlos Dei
Quem, como eu, viveu a infância, adolescência e juventude
assoladas por uma ditadura militar, pós-golpe de 1964, que transformou nossos
sonhos e esperanças em exceção, facismo, tecnicismo, falta de perspectiva de
crescimento interior, social, intelectual, artístico e até econômico, com o
desmantelamento das instituições democráticas, das iniciativas, da má gestão
dos recursos públicos, dos investimentos em “elefantes brancos” em detrimento
de uma educação, saúde, habitação, transporte, segurança de qualidade não pode
temer que a população acorde de um novo pesadelo e tenha consciência crítica da
sua realidade.
Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam
barreiras, outras constroem moinhos de vento.
Érico Veríssimo
Ficamos felizes ao conquistarmos a duras penas, muita luta e
ao custo de muitas vidas a redemocratização do país, o voto direto, a liberdade
de expressão e de escolha; elegemos nossos candidatos (e nem sempre acertamos),
vimos a alternância de poder da direita para o centro, para a esquerda. Ops, ‘esquerda’?
etc, etc, etc... O fato é que, teoricamente, aparentemente, e até
concretamente, muita coisa mudou e continuamos sonhando com a conquista de uma
cidadania digna, do nosso tamanho e necessidade, com o retorno dos impostos
escorchantes que sempre pagamos, através de educação, saúde, transporte,
habitação, alimentação de qualidade, acessíveis e de perspectiva de um futuro
melhor para nós, nossos filhos, netos...
O fato é que coletivamente fomos tomados por um sentimento
de descaso, descaminho e abandono, presenciando a má utilização dos recursos
públicos, a corrupção crescente, o eterno investimento em “elefantes brancos”,
o beneficiamento e enriquecimento ilícito de alguns, através das “comissões”
não declaradas, dos desvios de verba, dos roubos deslavados e descarados, dos
altos salários dos gestores públicos e da falta de punição para tais crimes, da
impunidade certa, de todo o ‘mal-caratismo’.
O certo é que cansamos de ser os eternos patinhos à deriva,
manipuláveis, tolos e imprevidentes, à custa de uma corja que se beneficia
sempre, em detrimento do bem-estar da população, dos nanos, micros e médios
empreendedores que carregam nas costas o progresso desse país, país esse que
também conquistou um ‘neo-crescimento econômico’ que o alçou à condição de novo
eldorado, Brics, etc, etc, etc, mas em que a falta de transparência e a má
gestão pública vai nos deixando à mingua, sempre de pires na mão.
Ficamos felizes em ver o gigante acordando, e tomara que
prevaleça nesse imprevisível redemoinho coletivo a força, a união, o objetivo
centrado, sempre com a palavra de ordem da paz e do interesse comum, do
respeito ao direito do outro, para estabelecermos de vez a dignidade da nossa
cidadania para que os ventos de mudança limpem de vez, das intituições, os
oportunistas e aproveitadores, que tanto nos prejudicam.
Jornal Ícone 208 - A revolução dos foto-acopladores
Waldyr Souto
A
cada dia que passa percebo um aumento considerável na utilização de
foto-acopladores em aparelhos eletrônicos, dos mais diversos tipos, e de novas
configurações no que diz respeito à maneira como eles são ligados aos circuitos
e componentes associados. Por outro lado, percebo também que este é um dos
componentes sobre o qual os técnicos mais reúnem dúvidas a respeito, resultando
em trocas desnecessárias e até desastrosas.
O
objetivo da minha matéria deste mês é trazer aos leitores algumas informações
importantes sobre os Foto-acopladores, para que eles possam compreender melhor
seus defeitos, seus testes e substituições.
O
foto-acoplador ou Acoplador Ótico é um dispositivo que permite interligar dois
setores sem uso de ligação física entre eles, ou seja, a transferência de
sinais é feita através de luz, o que permite a isolação entre os setores que
poderão assim ter alimentações e até terras diferentes.
O acoplamento ótico acontece
dentro de um chip, onde um Diodo Emissor de Luz envia sua luz para um elemento
foto sensível que, na maioria das vezes, é um foto-transistor.
Veja a figura 1.
Entretanto, nos últimos anos surgiram
diversos tipos de foto acopladores que utilizam-se de Diodos, Tiristores,
Triacs e até Resistores como elementos foto sensíveis. Veja as figuras 2,
3 e 4.
Figura2
Quando este
dispositivo foto sensível recebe a luz do diodo
emissor, a resistência entre seus terminais diminui, afetando assim o
funcionamento do circuito do setor receptor.
Figura3 Figura4
As características mais
importantes de um foto-acoplador são: Isolação, corrente diódica e corrente de
saída.
A isolação é a máxima
diferença de potencial que pode existir entre o circuito onde está ligado o
fotodiodo e o circuito onde está ligado o elemento de saída. Os
foto-acopladores apresentam isolações bem altas, geralmente acima de 500 volts.
A corrente diódica é a
corrente aplicada ao foto-diodo e a corrente de saída é a corrente obtida na
saída do foto-acoplador.
Por exemplo, uma corrente
típica de saída em um foto-acoplador com transistor comum é ~= 2mA
para uma corrente
diódica de 10 mA. A tensão de
isolação varia entre 500 e 5000 V.
No foto-acoplador Darlington, uma
corrente de saída típica é de 30
a 60 mA para uma corrente diódica de 10 mA.
A corrente diódica requerida
para ativar um foto-acoplador à TRIAC varia entre 5 e 30 mA, para uma corrente
de saída em torno de 2 mA. A tensão de isolação típica nesses foto-acopladores ultrapassa
os 5000 V.
O foto acoplador é utilizado
em diversas situações no ramo da eletrônica, como é o caso de algumas entradas
AV de televisão que usa o foto-acoplador para isolar o conector externo dos
circuitos internos da TV para proteger o usuário contra choques elétricos e
prevenir também confrontos indesejáveis de fases entre a TV e o equipamento que
está sendo conectado a ela. Mas, talvez
o encontremos mais em
Fontes Chaveadas , devido a ser uma ótima solução para
interligar o seu secundário ao primário, que possuem terras e potenciais diferentes.
Veja a figura 5
A
tensão V4 disponível no secundário é utilizada também como referência para o
controle de todas as demais tensões da fonte. Observe que essa tensão é
aplicada ao LED interno do foto acoplador para gerar uma corrente diódica tal que,
por sua vez, excite necessariamente o foto-transistor. O foto-transistor, ao
conduzir, aplica mais voltagem ao pino de controle do IC 1 que altera a frequência
de chaveamento do mosfet Q1, corrigindo assim todas as tensões induzidas no
secundário.
Observe
que o terra do primário é diferente do terra do secundário e, como os
potenciais também são bem diferentes, o uso de um foto acoplador foi a melhor
solução para estabelecer uma separação física entre os dois setores.
Em
caso de consertos, para saber se o foto acoplador está com defeito, podemos
testá-lo ou trocá-lo por um novo.
A
maioria dos colegas utiliza-se de dois ohmímetros analógicos para fazer o
teste. Basta ligar um ohmímetro no foto-diodo, usando a escala de RX1 e o outro
no foto-transistor, utilizando a escala de RX1K. Ao polarizar o foto-diodo
diretamente com um dos ohmímetros, o outro ohmímetro ligado ao transistor
acusará uma considerável redução de resistência, desde que esteja polarizado
corretamente.
É
possível também utilizar apenas um ohmímetro, substituindo-se o primeiro por
duas pilhas ( 3 volts ) ligadas em série com um resistor de 47 ohms.
É
claro que o melhor teste é mesmo substituí-lo por um novo. Neste caso, uma
outra dificuldade surge para o técnico: conseguir um foto-acoplador igual no
mercado. O mercado comum não oferece uma boa variedade de opções.
Existem
casos em que o foto acoplador pode ser substituído por outro até diferente,
mas, em fontes chaveadas, o foto acoplador representa um elemento crítico e
deve, portanto, ser substituído por outro idêntico ou equivalente bem próximo.
Em
caso de dificuldade, aconselho recorrer aos sucateiros de plantão.
A
Asfeteb é uma associação de técnicos que atua também nesta área, ajudando na
localização dos componentes de sucata, consultando todo o grupo para auxiliar
quem está precisando.
Os
foto-acopladores abrem um universo de estudos que precisaria de muitas matérias
como esta para se esgotar, mas, espero ter ajudado aqueles que ainda reuniam
dúvidas básicas sobre esses componentes.
E, para
quem deseja colaborar com a nossa classe profissional e zelar pela Asfeteb, obtendo
também orientações, aulas e ajuda
material, associe-se já!
Acesse nosso site:
www.wix.com/novaasfeteb/esate
. E não deixe de se relacionar conosco também através do Facebook http://www.facebook.com/profile.php?id=100003405630763 e-mail: esate.asfeteb@ig.com.br , você estará
em contacto com outros amigos da profissão em um ambiente agradável com muitas
informações técnicas, vídeos e dicas. Fique com Deus !
Waldyr
Souto Maior é professor de eletrônica na ESATE, possui cursos no exterior, é
autor de alguns livros técnicos e é vice-presidente da Asfeteb (Associação
Federal dos Técnicos em Eletroeletrônica do Brasil: esate.asfeteb@ig.com.br).
Jornal Ícone 208 - Entendendo circuitos de proteção - Parte 2
Paulo Roberto
Venho aqui continuar a matéria
referente a circuitos de proteção, a qual tornou-se fruto de meu novo
Treinamento , que teve uma boa incidência de alunos. Gostaria de agradecer
especialmente a todos os alunos que prestigiaram este evento e aguardo
sugestões para melhorar o desenvolvimento desta aula, pois sempre temos que
aperfeiçoar o conteúdo.
Na edição anterior apresentei
o livro referente a este tema ( figura 1 ) e esqueci de mencionar que o mesmo
está disponível no Stand da editora Almeida e Porto no Eletrônica Shopping
Cascadura.
Nesta edição abordarei as
proteções de uma linha de televisores da Philips, muito conhecida pelos
leitores, ou seja, a linha Philips PT. Para ajudar o leitor serão relatados os
componentes mais críticos em seus respectivos chassis dessa linha de
televisores.
Figura 1 – Livro do autor
No Chassi L01 – Verifique
sempre os componentes descriminados a seguir:
6449 ( BAV99 ) que apresenta
fuga
7608 – transistor ligado ao
pino 80 do integrado
Soquete do tubo – ao
desliga-lo o aparelho para de desligar
No Chassi L03 – Este chassi
apresenta uma quantidade de componentes críticos que serão expostos a seguir, e
alguns deles devem ser trocados mesmo que as medições não apresentem
desconfianças:
Na fonte:
D6540, D6541 e Q7540 ligados
ao PW_ADJ
C2452 incluir ou trocar um
capacitor de 22K, pois alguns modelos não apresentam este capacitor, portanto
deve ser inserido. Para aqueles modelos que já tenham este capacitor, trocar o
mesmo pelo valor de 22K. Se já tiver um, deste valor, faça a troca mantendo o
mesmo valor.
No horizontal:
R3449 e R3450 – quando antes
de desligar apresentar chuvisco;
D6445 – quando antes de
desligar apresentar variação no brilho;
Q7440 e C2455 – quando
simplesmente desligar- não apresenta sintoma especifico;
R3443 e R3444 – quando ajuste
de screen estiver sensível;
C2444 – quando antes de
desligar apresentar imagem desmaiada – sem vida;
C2457 – quando antes de
desligar apresentar excesso de brilho com retraço;
Fly-back – quando desligar
apresentar erro 11;
R3445 – desliga após ligar;
Fly-back – quando desligar após
apresentar a imagem espelhada;
Q7491 e Q7496 – quando
desligar sem causa aparente mesmo depois de estar funcionando – defeito
intermitente – trocar ambos.
Os resistores R3443 e R3444
apresentam ainda os seguintes defeitos:
Vertical fechado e desliga (
tensão de alimentação do vertical sobe);
Desarmando após ligar ;
Desligando conforme o brilho;
No Chassi L04 – Também são
apresentados a seguiros componentes mais problemáticos:
D6482
D6451
D6480
Q7604 e Q7605 – apresenta erro
5 após desligar – 5 piscadas no led do painel.
No Chassi L05 – Os componentes
abaixo devem ser trocados mesmo medindo bons:
D6480
D6492
D6490
D6491
No Chassi SK5 – Componentes
críticos:
D301, Q301 – no vertical ;
ZD401, ZD403 – no secundário
do Fly-back;
ZD402 – na linha de proteção;
ZD501 – na placa do
cinescópio.
Uma dica para desativar a
proteção da linha PT, é tentar digitar o código do modo de serviço antes da
proteção ser acionada. Digite 062596+menu e na tela será apresentado o modo de
serviço, porém sem o aparelho desligar. Este procedimento nem sempre funciona
em todos os casos, mas é um caminho para tentar chegar a um diagnóstico.
Vale lembrar que, ao desligar
a proteção através deste procedimento, o televisor apresentará a imagem com algum
tipo de deficiência referente ao local do defeito, ou seja, se você estiver com
excesso de largura, que faça a proteção ser acionada, a imagem aparecerá com
este sintoma.
O pior caso é quando a imagem
aparece sem sintomas, ou seja, imagem perfeita. Nesta situação o defeito estará
no próprio circuito de proteção. Para chegar ao causador se deve analisar cada
etapa de proteção. Como este ponto requer mais detalhes, deixo disponibilizado
meus contatos para que, aqueles que queiram conhecer melhor esta etapa
participando do meu Treinamento deste tema. Informações no 25973368 / 96780087
ou treinamentosbte@gmail.com
Paulo Roberto dos Santos é
Técnico em Eletrônica e Mecatrônica com especialização em Instrumentação Industrial ,
atuou por muitos anos na rede Sharp e atualmente trabalha como tecnólogo na
Universidade Gama Filho. Paulo Roberto é autor de diversos livros e editor do
boletimtecnicorj@gmail.com, distribuído de forma gratuita,colunista do Jornal
Ícone, atuando também como Instrutor e palestrante de manutenção. Possui
experiência em manutenção eletrônica com mais de 25 anos.
Turmas de LCD & LED Turma de Circuitos de Proteção Alunos e amigos
homenageados
Rendo minhas homenagens aos
participantes de meus Treinamentos em especial Antonio José
de Paula, Dionísio Moreira Alves, José Antonio dos Santos e Ronaldo Farias
David pela amizade que se criou.
Jornal Ícone ed. 208 - As telas das TV’s LCD e suas falhas!
Fernando José
Meus caros
leitores, amigos e alunos, o título desta coluna hoje reflete uma preocupação
que tem surgido de alguns meses prá cá em relação às falhas que temos visto
principalmente nos TV’s LCD e mesmo LCD LED.
Falo dos
defeitos onde se constata que a tela LCD é que é a culpada e, nestes casos, só
resta ao proprietário da TV, sentar e chorar, pois o valor de uma tela é pelo
menos 80% do valor de um TV similar novo!
A partir
disso, surgiram alguns paraquedistas de plantão dizendo que consertam as telas,
que fazem e acontecem, alguns provavelmente com uma poção mágica feita de “pena
de morcego misturada com perna de cobra”!!!!!
A verdade é
que os defeitos de tela existem sim, da mesma forma que os tubos de imagem
tinham os seus.
A diferença
está em que, no caso dos tubos, por um bom tempo, foi lucrativo e possível a
troca dos mesmos.
Só que
devemos lembrar que isso foi em uma época em que existia uma alta inflação (não
que hoje não a tenhamos, mas ela é bem menor) e que as pessoas não tinham como
adquirir outro TV e o valor da troca do tubo de imagem era bem menor do que o
valor de uma única prestação de um TV novo.
Quando
ocorreu o fim da reserva de mercado, em que os equipamentos importados puderam
chegar às prateleiras das lojas e, com o controle da inflação, a troca dos
tubos deixou de ser lucrativa, pois o cliente passou a ter a opção de comprar
um TV novo, a perder de vista nas prestações (mesmo que isso significa-se que
ele vá pro SPC).
Então, a
troca de uma tela LCD é hoje a mesma coisa que o TRC passou a ser de uns 10
anos prá cá, ou seja, algo que, quando danificado, não compensa o reparo e sim
o descarte em prol de um equipamento novo!
Temos também
a baixa qualidade de algumas telas de determinadas marcas.
As
fabricadas pela CHIMEI (fabricantes de TV em geral não fabricam as telas e,
sim, as compram de outros como a CHIMEI e a AUO, por exemplo).
Então estas
da CHIMEI são as que mais têm apresentado defeito e podem ser relativas a uma
determinada ou determinadas séries, pois temos TV’s já com um bom tempo de uso
que não apresentaram defeitos de tela e outros mais recentes que apresentam
falhas na tela ainda em garantia de fábrica, como as TV’s TOSHIBA com a marca
STI (Semp Toshiba Informática), que tem toda uma linha de TV’s LCD LED
fabricadas em 2012 que está tendo a tela trocada por outra de modelo diferente,
já que todas estão apresentando tela branca ou com imagem congelando!
Este é
apenas um exemplo, pois temos problemas recorrentes em outros TV ’s de outras
marcas, mas sempre em um determinado modelo ou série de fabricação, o que nos
mostra que não serão todas as telas que vão abrir o bico rapidamente!
Outro
detalhe é que estão aparecendo algumas ferramentas milagrosas para “consertar”
estas telas!
Aqui vou
narrar os resultados e conclusões que tirei após algumas experiências na
tentativa de recuperação de algumas telas:
Um defeito
que tem sido bastante visto em TV’s SAMSUNG de 26 polegadas LCD, é o
congelamento e desvanecimento (desaparecimento) da imagem logo após o TV ser
ligado.
Todas as que
eu vi com este sintoma utilizavam o tal painel LCD da CHIMEI, linha V260 e o
ponto do defeito se localiza no FLAT de conexão da tela com a sua Pci que fica
na extremidade esquerda da tela, olhando a mesma de frente.
Descobriu-se
que se pressionarmos este FLAT sobre a Pci onde o mesmo é fixado, o defeito
desaparece e o TV funciona perfeitamente.
O detalhe é
que muitos estão vendendo a ideia de que o problema é que o FLAT, pelo calor
produzido no funcionamento da tela, se desprende da Pci.
Isto até
ocorre em alguns TV ’s
SONY, mas não é o caso destes SAMSUNG (pelo menos não nos 6 que aqui
apareceram).
Se você
pressiona o FLAT, vai realmente ter a impressão de que ele está descolado da
Pci (o termo é exatamente este, ”descolado”, pois estes FLAT’s não são soldados
na Pci e sim colados, pois eles são produzidos com uma camada especial de
adesivo que permite sua fixação sobre as trilhas da Pci da tela), mas, na
realidade, ele está trincado justamente na extremidade onde é conectado a esta
Pci e como o mesmo é meio encurvado, quando pressionamos o mesmo sobre a Pci,
ele fecha contato e temos a impressão de que é problema nas soldas.
A solução
que alguns encontraram de colocar um calço entre o FLAT e a ferragem que
sustenta a tela, até resolve, mas só por algum tempo, pois a borracha vai
acabar se deformando, pelo calor que é bem grande naquele ponto, e a pressão
deixa de ser a ideal ou o FLAT acaba por se deformar também e ai temos o
retorno no defeito.
A solução é
a instalação de ligações externas que substituem os filetes do FLAT e que
permitem o retorno ao correto funcionamento da tela.
Este método
é inclusive citado em um boletim extraoficial da SAMSUNG sobre o caso!
Neste
boletim, encontramos as indicações de, “de onde pra onde” vamos fazer as
conexões e assim recuperar a tela!
É claro que
aqui com o pequeno espaço e a qualidade das fotos, não será possível mostrar em
detalhes como se proceder a esta recuperação, mas aqueles que desejarem podem
solicitar por e-mail o boletim da SAMSUNG e eu terei o maior prazer em enviá-lo
a vocês!
Na figura 1,
podemos ver o painel da TV em questão entreaberto onde se podem ver os FLAT’s
da tela, inclusive o da esquerda da tela que é onde ocorre o defeito:
Figura 1
Na figura 2,
podemos ver que existem trilhas (como se fossem trilhas de impresso) por dentro
da tela LCD e estas trilhas servem justamente para levar as informações vindas
da T-CON para os IC DRIVER existentes na lateral da tela:
Figura 2
É óbvio que
eu não vou postar aqui a imagem que resulta do defeito de congelamento da
imagem na tela do TV, já que em uma foto, qualquer imagem fica congelada.
Já nas
figuras 3ª, B e C, vocês podem ver como é feita a recuperação da tela, com a
colocação de fios externos a tela que vão fazer as ligações que foram
interrompidas pela fratura do FLAT:
Figura 3 A
Figura 3 B
Figura 3 C
Cada ponto
da figura 4 indica um ponto que pode estar rompido e que deve ser jumpeado com
o uso de fios.
A
recomendação é que se usem fios do tipo como os que nós usávamos na montagem
dos TRANSCODER’s usados nos extintos VCR’s, pois existe a necessidade de uma
maleabilidade dos mesmos, pois, como uma das extremidades tem de ser soldada na
superfície de um FLAT que é plástico, qualquer movimento mais brusco irá
realmente acabar com a tela de vez!
Figura 4
Vai a dica
de que na maioria dos casos, a única linha interrompida é a referente ao ponto
de número 10 da figura 4.
Espero ter
ajudado a esclarecer algumas dúvidas sobre as falhas e possíveis reparos nas
telas de LCD e se DEUS quiser estaremos aqui na próxima edição com mais
informação para você leitor!
Caso você se
interesse em participar de nossos eventos técnicos do nosso Clube.
Entre em
contato conosco para reservar sua vaga pelos nossos e-mail’s:
Ou pelos
nossos telefones: 25966942, 98394668, 80967832, 75674947, 85792128, 96409617 e
35872095, de segunda à sexta feira das 10 às 18 horas.
Venha fazer
parte do nosso Clube e receba a carteira de sócio que dá direito aos sócios a
descontos nas lojas parceiras do Clube do Técnico – RJ: TECHNO AV, LHC e
TRIDUAR!
Fernando
José é Técnico de Eletrônica na área de Manutenção e atua também como INSTRUTOR
do Clube do Técnico – RJ e é autor de vários livros técnicos e da revista ON
LINE “Clube do Técnico em Revista” que é distribuída de forma gratuita aos
associados cadastrados via e-mail.
Se associe
através dos e-mail’s acima citados!
Jornal Ícone - Ed. 208 - Ainda as Atualizações de SOFTWARE e outras coisas!!!
Fernando Asaph Jr.
Olá caros
leitores!
Voltando a
falar das atualizações, temos recebido algumas perguntas sobre problemas de não
se conseguir fazer a atualização de um TV pelo fato da mesma não reconhecer o
arquivo gravado no PEN DRIVE.
Nas várias
situações que vimos, isto ocorre devido ao fato do técnico ter baixado a
atualização do site do fabricante ou copiado a mesma de algum local e não ter
realizado a descompactação do referido arquivo.
Os arquivos
de atualização em geral são disponibilizados compactados (comprimidos por um
software de compactação de forma a reduzir o seu tamanho em bytes e assim
facilitar o envio dos mesmos).
Então, se
não for feita a descompactação do arquivo, será impossível ao TV reconhecer o
arquivo, já que o TV não é capaz de reconhecer arquivos diferentes de MPEG,
JPEG, XVIDEO e outros formatos para reprodução de fotos e imagens.
Como os
arquivos compactados estarão nas extensões ZIP ou RAR, o arquivo compactado não
será sequer reconhecido pelo TV.
Devido à
impossibilidade de entender o arquivo, o TV não irá iniciar o processo de
atualização.
Será então
necessário ter instalado em seu computador ou o software chamado de WINZIP ou o
WINRAR que são os mais conhecidos descompactadores de arquivos.
Seus ícones
são:
WINZIP
WINRAR
Ambos os
programas podem ser encontrados para download gratuito no site
www.baixaki.com.br
Com um
destes programas instalados em seu computador, você deve localizar onde está
salvo o arquivo de atualização que você tem de utilizar e clicar sobre o ícone
do arquivo com o botão direito do mouse e no MENU que irá surgir na tela,
localize o item “extract to XXX”.
Veja exemplo
na imagem abaixo:
Ao clicar
neste item, o arquivo automaticamente será descompactado e ai você deve localizar
o mesmo e ai sim salva-lo no PEN DRIVE para realizar a atualização necessária!
Nunca se
esqueça de que o PEN DRIVE deve conter apenas o arquivo correspondente ao
modelo de TV que você deseja atualizar e nada mais.
Até a
próxima edição se se o pessoal lá de cima deixar!!!!!
Fernando
Asaphe Júnior é Técnico em MONTAGEM E MANUTENÇÃO de MICROS e REDES e também
Técnico em Segurança do Trabalho e faz parte da equipe do Clube do Técnico - RJ
Abaixo temos
alguns momentos do treinamento de Fontes de TV LCD e LCD LED PHILIPS, realizado
pelo Clube do Técnico – RJ no mês de Maio no auditório da OMEBE no centro do
Rio:
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