sexta-feira, 6 de junho de 2014

Jornal Ícone ed. 217 - É válido medir a impedância dos alto-falantes com o Ohmímetro?



 Waldyr Souto Maior


Caro amigos leitores, há muito tempo que me deparo com uma situação polêmica e, que gera até discussão entre os colegas de profissão: Será que podemos confiar na medição da impedância de alto-falantes efetuada com um ohmímetro analógico?
Bem, antes de responder que sim, teremos que relembrar alguns conceitos sobre impedância.

Podemos dizer que impedância é o somatório vetorial de todas as dificuldades oferecidas por um circuito à passagem da corrente elétrica. Essas dificuldades são: REATÂNCIA INDUTIVA, REATÂNCIA CAPACITIVA E RESISTÊNCIA ELÉTRICA.
Como a capacitância entre espirais numa bobina de alto-falante é muito baixa, a Reatância Capacitiva resulta num valor muito alto. Como ela equivale a uma capacitância em paralelo com o indutor, sua influência na impedância é desprezível.
Assim, para calcular a resistência do fio da bobina de um alto-falante de uma determinada impedância, podemos utilizar a fórmula apresentada na figura 01.

Uma bobina de alto-falante de 8 ohms possui uma indutância de aproximadamente 400 µH. Podemos então calcular sua reatância indutiva através da fórmula apresentada na figura 02.


Como a freqüência padrão para verificações de impedância é 1000 Hz temos:

 XL = 6.28 x 1000 x 0,000400 = 2,52 Ohm

Jogando tudo na fórmula da figura 01, encontramos um valor de resistência de 7,6 Ohm.Valor bem próximo da impedância, o que comprova que é válido sim, medir a resistência da bobina de um alto-falante para se ter uma ideia da sua impedância. Fiz o mesmo com um alto-falante de 4 Ohm e a resistência do fio resultou em 3,9 Ohm. A medição pode ser feita com o multímetro analógico ou digital.
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Waldyr Souto Maior é professor de eletrônica na ESATE, possui cursos no exterior, é autor de alguns livros técnicos e é vice-presidente da Asfeteb (Associação Federal dos Técnicos em Eletroeletrônica do Brasil: esate.asfeteb@ig.com.br).

Jornal Ícone, ed. 217 - Analisando Circuitos de Proteção

Paulo Roberto

Este artigo destina-se a trazer conhecimentos que possam ajudar o técnico reparador reduzir o tempo de pesquisa quando se depara com o circuito de proteção. Darei na sequencia informações relevantes para o conhecimento deste assunto.

PROTEÇÃO POR EXCESSO DE CORRENTE NO HORIZONTAL

O estágio de Deflexão Horizontal é o mais crítico nos aparelho de TV e monitores, pois o mesmo pode parar de funcionar devido a defeitos em outros circuitos do aparelho, fazendo com que o micro iniba o pulso do oscilador horizontal, caso a proteção esteja interligada ao ON CHIP. Para termos ainda um referencial de funcionamento e habituar o leitor a interpretar circuitos analisaremos o chassi U17 da Toshiba. Neste caso em questão o integrado Q801 da Toshiba é um UOC, ou seja, um integrado que incorpora as funções de micro e ON CHIP.

Excesso de corrente de consumo na alimentação DC de 113V ( fonte principal ) devido a Curto Circuito no transistor Q404 de saída horizontal, TSH (Transformador de Saída Horizontal) e periféricos, podem acionar tanto a proteção da fonte principal, como também a proteção no pino 1 do Q501 OVP (Over Protection). Este tipo de referência vale para qualquer aparelho já que o Fly-back gera fontes secundárias, que poderão apresentar curtos em suas linhas.


A tensão DC no pino 1 (over protection) do UOC Q501 deve situar-se entre (1,4Vdc e 1,7Vdc), se estiver abaixo ou acima destes valores o Q501 irá inibir o pulso do oscilador horizontal e o aparelho entrará em proteção. É importante averiguar o circuito formado por (R830, R831;RA16 e CA20) que fornece a tensão de referência para o pino 1 do Q501 , pois qualquer alteração no mesmo o aparelho entrará em proteção.

Outra situação encontrada é a monitoração pelo aumento de corrente horizontal através de módulos de proteção, onde quando se detecta este aumento de corrente o circuito de proteção desliga o aparelho para evitar a queima de componentes. Alguns aparelhos de TV de retroprojeção apresentam esta característica. Na figura 1 temos uma representação de um circuito que tem esta função.
Figura 1

Nesta figura encontramos:
Ø  Ponto de monitoração da corrente – Escolhido aleatoriamente, conforme necessidade do projetista
Ø  Linha de informação para o micro – Leva um nível de tensão para o pino do micro para identificar que a proteção foi acionada, desligando assim o aparelho.
Ø  Ponto 2 da proteção – É uma segunda linha de identificação da proteção que poderá ir para um segundo pino do micro, para o ON CHIP ou fonte, fazendo assim com que a atuação do circuito de proteção tenha uma eficiência maior.

Evidentemente a forma da proteção agir pode variar conforme projeto do fabricante, porém devemos estar habituados a identificar um circuito deste para sabermos agir de modo correto na manutenção.

PROTEÇÃO DE TELEVISORES TOSHIBA - CHASSIS; LEM 2 / LEM 3 / LEM 3A

Entrando em proteção
> Medir a tensão DC no pino 1 (over protection) do micro Q501 econstatar se esta entre (1,4Vdc e 1,7Vdc). Se incorreto realizar medidas de resistência ôhmica de R886 e R887
> Medir a tensão DC no pino 3 do regulador Q830 e verificar se é iguala 5,0 VDC. Se incorreto verificar circuito de D408 a Q830.
> Medir a tensão DC no pino 2 de Q301 e verificar se é igual a 27,0 VDC. Se incorreto efetuar medidas de resistência ôhmica em;Q470; R479; R470; R471


BURLANDO A PROTEÇÃO PELO FILAMENTO EXTERNO

Nos aparelhos de TV que possuem circuito de proteção, encontramos situações onde o aparelho é ligado e a seguir entra em stand-bysem que possamos identificar qual o circuito que está acionando a proteção. Também podemos ter o próprio circuito de proteção avariado, mas como o aparelho desliga antes de mostrar imagem não podemos nos referenciar onde realmente está o problema.

Para resolver este problema devemos seguir certos procedimentos ( figura 2 ) para agilizar nosso diagnóstico ou mostrar o caminho. O método que sepropõe consiste em ligar um filamento externo, ou seja, devemos deixar o filamento do tubo aceso antes do aparelho ser ligado. Faça o seguinte:
-          Abra a trilha ou desconecte a linha do filamento do tubo
-          Solde fios de uma fonte externa no filamento do tubo
-          Ligue a fonte externa mantendo o filamento aceso

-          Ligue o televisor e observe a imagem antes do aparelho desligar

Este macete tem a finalidade de identificarmos somente onde está o defeito, portanto após visualizarmos o circuito defeituoso devemos seguir os procedimentos normais de manutenção. Não devemos de esquecer também de reverter à modificação do filamento e manter a originalidade do circuito.




Figura 2- impresso do soquete


DESABILITANDO A PROTEÇÃO PELO MODO DE SERVIÇO

Outra maneira eficiente para desabilitar a proteção é a ativação do modo serviço. Nesta situação nem sempre teremos eficiência, pois dependemos que:

Ø  A proteção acionada possa ser desabilitada por esta operação
Ø  O software do aparelho aceite esta opção
Ø  O tempo de acionamento do código modo de serviço

O procedimento é simples para utilizarmos esta possibilidade.

1) Descubra o código de acesso ao modo de serviço
2) Posicione-se a frente do aparelho
3) Ligue o aparelho
4) Enquanto o aparelho está sendo ligado e antes da proteção ser acionada e desligue o aparelho, digite o código do modo de serviço

Se o leitor conseguiu acionar o código antes da proteção atuar, na tela será mostrado o menu de serviço e a imagem aparecerá mostrando assim o possível sintoma que está levando o aparelho ser desligado. Outro item a ser lembrado é que no menu da tela poderá apresentar algum código de erro que demonstre a falha, porém nem todos fabricantes disponibilizam esta possibilidade. No caso de aparelhos de som e DVD o display mostrará alguma opção do problema ou o já mencionado código de erro para que assim o leitor possa ter uma orientação de qual caminho a seguir na manutenção. Vale lembrar que o leitor deverá ter em mãos o manual de serviço do aparelho seja qual for o segmento da reparação. No manual constam todos os códigos de erro e operação, assim como o reset ou como reiniciar o aparelho. Estas situações de reiniciar ou resetar o aparelho servem para retornar os aparelhos para o padrão de fábrica, o que em algumas situações normaliza o funcionamento do mesmo.

 Para aqueles que acharam este artigo interessante convido para meu novo Treinamento sobre este tema: Conhecendo e Entendendo Circuitos de Proteção que está sendo realizado na Av. Marechal Floriano 151 / 1 andar com reservas de vagas através do 25973368 e 996780087 ou treinamentosbte@gmail.com

Paulo Roberto é Pedagogo e técnico em Eletrônica e Mecatrônica com especialização em Instrumentação Industrial. É autor de vários livros técnicos e editor do Boletim Técnico distribuído de forma gratuita pelo boletimtecnicorj@gmail.com. Paulo Roberto é Instrutor e palestrante com mais de 25 anos experiência em eletrônica. 

Jornal Ícone ed. 217 - Primeiras impressões sobre o TV OLED!


Fernando José

Este artigo é dirigido aos amigos técnicos que sempre estão em busca de informações sobre as novas tecnologias e em especial aos “urubulinos” de plantão (não estou me referindo aos torcedores do Flamengo, cujo símbolo é um Urubu e sim aos que vivem por aí bradando em alto e bom som que tudo está acabado na manutenção dos TV’s porque o TV OLED só tem a tela e o fio da tomada) (aliás, na Bíblia, no Velho Testamento se explica bem o porque de certas pessoas terem de ficar bradando seus desejos em alto e bom tom. É porque nem elas acreditam no que estão falando e acham que se falarem bem alto podem se convencer que é verdade)!
Para estes, tenho de dar a triste notícia que tem mais algumas coisas além da tela e do fio da tomada em um TV OLED, mas como para eles tudo está acabado, acho melhor nem lerem até o final pois vão gastar as letras do jornal!
Já para aqueles que têm a eletrônica como paixão e profissão, sigam a leitura que, mesmo ainda sendo informações iniciais, juntando ao conteúdo que temos desenvolvido (falei “temos” porque não se faz as coisas sozinho e, muito do que sabemos hoje sobre a reparação dos TV’s LCD, LCD LED e PLASMA, vêm da colaboração de vocês leitores que prestigiando o nosso trabalho à frente do Clube do Técnico – RJ, têm nos dado incentivo a correr atrás de novas informações e adaptá-las às necessidades do técnico brasileiro), já podemos ter alguns vislumbres do que teremos pela frente em relação à manutenção desses equipamentos em um futuro não muito distante, principalmente quando modelos de menor tamanho de tela do que os atuais 55 e 84 polegadas chegarem ao mercado brasileiro, trazendo uma redução do preço deste tipo de TV e assim aumentando a participação dela no mercado!
Desde já é bom frisar que os modelos colocados em nosso mercado atualmente, são os “TOP TOP” de linha, com valores entre R$25.000,00 para o menor modelo e de menor número de funções, até os R$55.000,00 para o de 84 polegadas, 3D, SMART TV!
Uma observação importante em relação aos recursos desses equipamentos é que, pelo menos no momento, ainda não temos modelos nacionais de TV’s OLED na versão 4K.
Todos os modelos disponíveis em nosso mercado são FULL HD, reproduzindo até 1080p (1080 linhas progressivas para formar a imagem)!

Então, embora a LG tenha no mercado TV’s LCD LED com resolução 4K, estes OLED ainda não possuem esta tecnologia incorporada aos mesmos!
As informações que vou passar foram obtidas no treinamento que a LG realizou aqui no Rio de Janeiro nos dias 24 e 25 de Março, no qual estive presente representando a Eletrônica Xavantes que é uma das empresas onde presto serviço como técnico!
Devo citar aqui a alta qualidade do treinamento ministrado pelo Instrutor Antônio Mendes, que nos passou inúmeras informações bastante relevantes para facilitar o dia a dia do técnico, na reparação não só dos TV’s OLED, como também dos TV’s LCD, LCD LED e PLASMA que ainda serão por um bom tempo os carros chefes no setor de imagem!

Bem, como primeira impressão do TV OLED, podemos citar a qualidade de imagem do mesmo, que é superior a um TV de PLASMA!
Um detalhe que chamou a atenção, foi o consumo do TV que lá nos foi mostrado que era um 55 polegadas e que apresenta um consumo de 257W total.
A meu ver (e acredito que no de vocês também) é um pouco acima das nossas expectativas, já que um LCD LED destas mesmas polegadas não chega a este valor!
Um ponto bem positivo destes TV’s é que a tela produz muito menos calor que as telas LCD e PLASMA, o que pode indicar que teremos menos problemas relacionados com a tela do TV, o que tem sido uma grande dor de cabeça atualmente, pois quando se chega ao diagnóstico que a tela do TV está defeituosa, em 99% dos casos, o TV vai virar sucata, pelo alto valor de um painel para troca!
Isso na verdade só o tempo vai dizer!!!!
Ao lado temos o TV que foi utilizado com tema do treinamento do qual participei:

Na sequência, o momento da entrega dos certificados onde vemos (eu obviamente) junto ao instrutor da LG, Antônio Mendes!

Voltando ao TV propriamente dito, uma informação importantíssima para aqueles que por ventura sejam chamados pelos seus clientes para efetuar a instalação de um TV desses;
O cliente quando adquire um TV OLED LG, já comprou a mesma com a instalação inclusa (item que provavelmente o vendedor vai omitir)!
Se você, que não é técnico de um posto LG, for chamado pelo seu cliente para instalar a TV OLED LG de 84 polegadas que ele comprou, porque ele só confia nos seus serviços, não seja olho grande e mantenha essa confiança, informando ao cliente que:
Caso o TV seja removido da embalagem por pessoal não autorizado e o mesmo (o TV) apresente algum tipo de problema, o mesmo passou a estar fora da garantia, já que a embalagem foi violada!
Então, informe o cliente o fato e diga a ele que o correto será solicitar a visita de um posto autorizado para realizar a instalação, e que caso o cliente deseje, você pode estar lá no dia e hora marcadas pelo posto, e acompanhar a instalação junto com o cliente (você vai aprender alguma coisa sobre o funcionamento do TV e ainda vai ganhar uma taxa de deslocamento técnico para isso)!
Outro detalhe muito importante é que este modelo de tela curva e pedestal de acrílico, não possui a opção de ser instalado na parede!
O mesmo não possui as furações traseiras que permitem nos LCD, LCD LED e PLASMA, serem instalado em suportes específicos para fixação nas paredes!
Caso o cliente queira um TV OLED (pelo menos esses da LG, no momento) terá de optar pelo modelo de tela reta que possui uma moldura para instalação na parede!
E vejam que este modelo para instalar na parede, só pode ser instalado desta forma, não sendo possível a instalação deste modelo sobre uma mesa, por exemplo!
Coisas de coreano com certeza!!!!
Na foto abaixo, vemos a moldura que no caso, é onde ficam os alto falantes e até o fio da tomada do TV e na foto da sequência, temos o suporte articulado que faz parte deste conjunto para a instalação do TV:



Sobre as entranhas do TV OLED, que é uma coisa que sei que todos estão querendo saber, posso dizer que possui exatamente tudo que já estamos nos acostumando a ver em um TV LCD, LCD LED ou PLASMA.
Temos uma Pci de fonte (que inclusive é a mesma da linha LV e LW de TV’s LCD LED LG), a MAIN UNIT idêntica às que hoje temos e a T-CON que apresenta a mesma função, que é receber os sinais LVDS vindos da MAIN  UNIT e gera os sinais RSDS que são enviados a tela para gerar a imagem propriamente dita.  
 Um detalhe que vai diferenciar os TV’s LCD LED dos OLED é que o circuito responsável por gerar a tensão necessária à iluminação da tela, que popularmente conhecemos com INVERTER, mesmo nos TV’s com BACKLIGHT de LED, não mais fica na Pci da FONTE e sim na T-CON!
Esta distribuição das placas dentro do TV pode ser vista na próxima foto:


Visto que as etapas existentes na estrutura de um TV OLED é exatamente a mesma que já estamos começando a dominar, não fica muito difícil entender que as falhas que irão surgir, serão basicamente as mesmas que já vemos há alguns anos nos TV’s LCD, LCD LED e PLASMA!
É claro que em relação a falhas na tela, ainda não temos muito ou praticamente nada a falar sobre falhas, pois só o tempo de uso em domicílio é que vai mostrar as falhas reais destes novos TV’s!
Um detalhe que podemos dizer é que nas telas desses novos OLED da LG, temos 4 pixel’s ao invés dos 3 que estamos acostumados.
Nessas telas, temos o pixel “R”, o “G”, o “B” e o “W” (pixel branco, White)!
Isso segundo os engenheiros proporciona um aumento no contraste da imagem e, consequentemente, a sua qualidade!
Bem, amigos, por enquanto isso foi uma breve explanação sobre este novo televisor que está entrando em nosso mercado e que, provavelmente, em breve vai aparecer em nossas bancadas para serem reparados!
Enquanto eles não chegam, vamos nos distraindo com os LCD, LCD LED e PLASMA que estão por aí e para ajudar a tirar algumas dúvidas que persistem sobre “Quando e Como” fazer uma ATUALIZAÇÃO de SOFTWARE, consulte o o Clube do Técnico 
Mais informações podem ser obtidas através de nossos e-mail’s que são:
clubedotecnico@gmail.com ou clubedotecnicorj@gmail.com
E também pelo SKYPE que é: clubedotecnico@live.com
E não deixe de visitar nosso site em http://clubedotecnicorj-pro-br7.webnode.pt/
E venha fazer parte da nossa comunidade virtual no FACEBOOK.
Procure a comunidade do Clube do Técnico – RJ e venha se juntar a nós!
Fale com a gente também por telefone de todas as operadoras:
25966942, 998394668  (vivo), – 980967832 (tim)  – 975674947 (claro)  – 985792128 (oi)  – 996409617(vivo)  – 35872095 (net fone) de segunda à sexta feira entre 10 da manhã e 6 da tarde!

IMPORTANTE:

Para aqueles que desejam aprimorar seus conhecimentos sobre o trabalho com os componentes SMD ou que querem aprender a dessoldar e soldar os mesmos, utilizando as várias técnicas existentes, o Clube do Técnico – RJ vai realizar em breve uma aula extra para uma quantidade limitada de alunos, onde vamos mostrar como fazer e os participantes “vão fazer” o processo de retirada e de soldagem desses componentes, utilizando as ferramentas necessárias ao correto trabalho com estes componentes!
Aviso que esta turma será uma turma extra e, por este motivo, só será possível marcar a data deste evento, quando todas as vagas estiverem preenchidas e devidamente pagas, pois estaremos locando o espaço neste dia especificamente para esta finalidade, fora de nosso calendário já agendado no local!
Os interessados devem entrar em contato pelos mesmos canais já citados acima para pegarem as informações de como proceder para realizar o pagamento da taxa de inscrição!
Prestigiem a literatura técnica nacional, adquirindo os livros do Clube do Técnico – RJ, à venda na TECHNO AV (Icaraí e Cascadura), Livraria Vitória, FABITEC (Alcântara) e também pelos e-mail’s do Clube!
Veja abaixo os livros da coleção:



Eles estão todos à venda no formato impresso e encadernados em espiral para facilitar o manuseio sem deixar que a capa e as páginas acabem se amassando ou rasgando devido às dobras que ocorrem em outros tipos de encadernação!
Todos os títulos também estão disponíveis em formato E-BOOK que é o formato do livro eletrônico em PDF.
Encerramos agradecendo aos 78 alunos presentes em nosso evento do mês de Abril onde abordamos Dicas e Macetes de Reparação das Fontes dos TV’s LCD, LCD LED e PLASMA das marcas SAMSUNG, AOC, H BUSTER, CCE e SONY.
Este foi mais um sucesso do Clube do Técnico – RJ que só se torna possível pela presença de vocês alunos, leitores e amigos!
O meu muito obrigado a todos vocês!!!!!



Fernando José é Técnico de Eletrônica e atua no setor de manutenção de equipamentos eletro eletrônicos há mais de 34 anos e a mais de 28 é também atuante como instrutor, já tendo trabalhado no Curso Lumiertz de Rádio de TV, ASAERJ e FAETEC. Atualmente é Instrutor e Diretor do Clube do Técnico – RJ.
É autor de vários livros técnicos voltados ao segmento de reparação e da revista técnica “Clube do Técnico em Revista” que é enviada aos assinantes em formato digital e do boletim técnico do Clube do Técnico – RJ que pode ser encontrado nas lojas de eletrônica do Rio de Janeiro!

Jornal Ícone ed. 217 - Por que técnico em eletrônica precisa saber eletrônica?


Paulo Brites

Como assim, então é possível exercer a profissão de técnico em “alguma coisa” sem saber essa “coisa”?
Seria o mesmo que perguntar se para ser motorista precisa saber dirigir.
Bem precisar até que precisa, mas tem muita gente por aí que é motorista (e às vezes, até “profissional”) e não sabe dirigir.
Mas está é outra questão. Voltemos à eletrônica e ao técnico.
Basta passar alguns minutos navegando pelos fóruns que qualquer um vai constatar o que estou dizendo, ou melhor, afirmando.
Não me refiro aquele tipo de “técnico trocador de peça até ver se funciona” e sim ao que sabe o que como cada componente passivo funciona, como um transistor bipolar funciona, como um fet, funciona e por ai vai.

Conhecida esta parte denominada “eletricidade e eletrônica básica” o sujeito começa a ficar apto a entender os circuitos básicos.
Mas onde estudar e aprender estas coisas?
Quase sempre, quando estou ministrando algum curso, alguns alunos perguntam: - quanto tempo leva uma pessoa para aprender eletrônica e se tornar técnico?
Minha resposta é: no meu caso eu levei 4 anos mais 69!
Isso mesmo. Quatro anos foram na escola e mais a vida da toda.
Salvo o exagero, o que quero dizer é que não dá pra parar de estudar, porque como eu tenho dito “a fila anda”.
Mas, os quatro anos acadêmicos fizeram diferença no resto da minha vida.
Não dá pra construir um prédio firme se os pilares não forem bem feitos.
Há aqueles, e não são poucos, exercendo a profissão, e eu diria ilegalmente, que dizem que teoria é coisa pra engenheiro, porque na prática o que conta é a prática.
Contesto esta premissa veementemente. Se você tem uma boa formação teórica e “jeito” para o negócio a prática vem rápido, mas ao contrário jamais.

Com uma boa formação teórica o técnico será capaz de tirar conclusões, fazer experimentos mentais e colocá-los em prática rapidamente.
Entretanto, só com a prática e sem saber o que está fazendo, no primeiro momento que a coisa sair do corriqueiro o sujeito corre para os fóruns pra pedir dicas.
Alguém ai já pegou esse defeito? Me ajuda aí pelo amor de Deus que o cliente tá querendo me matar!
É ou não é assim?

O cara comprou um multímetro no trem, uma chave de fenda, um ferro de solda de “10 real” e colocou uma placa na porta do barraco: ConCerta-se tudo (isso mesmo com C).
Agora sai correndo para os fóruns para pedir ajuda, ou melhor, pra perguntar qual a “peça quem tem que trocar” e talvez ainda pergunte como é essa peSSa? Dá pra mandar uma foto?
Não sou contra trocar ideias com colegas de profissão, mas descrevendo todo o caminho que já foi percorrido, justificando porque chegou àquelas conclusões, enfim mostrando que já esgotou o seu arsenal de conceitos, mas alguma coisa ainda não foi percebida. Faltou o “bingo”! Como eu não pensei nisto antes.
Infelizmente, hoje no Brasil, pelo menos no Rio de Janeiro, está difícil encontrar bons cursos. Não estou dizendo que não tenha, mas vai ter que procurar com uma lupa (e das boas).
Está tudo sendo nivelado por baixo e os alunos cada vez mais exigentes.
Isso mesmo, “mais exigentes” para que o professor não “cobre” muito, ou seja, não ensine muito e deixem eles passarem.
Não faz muito tempo arranjei uma encrenca com alguns alunos num curso técnico porque eu estava exigindo muito. Imagina querer que eles soubessem fazer conta de dividir com a calculadora! Isso no nível médio. Que absurdo! Tá pensado que isso aqui é curso de engenharia!
Estão achando engraçado, mas é isso que rola por aí.

É claro que tem gente que está querendo o melhor, está querendo realmente aprender, mas acaba sendo atropelada por uma minoria, que, paradoxalmente, embora sendo minoria na sala de aula acaba tendo mais força e sendo vencida pela turma que quer o diploma e o CREA (é claro). E as escolas precisam faturar para pagar as contas (e ter lucro).
Já tive orgulho ter o CREA. Hoje nem tanto, qualquer um pode conseguir.
Se você pretende ser técnico autônomo vai ter que saber o que está fazendo. Agora, se é para trabalhar como terceirizado numa empresa como puxador de cabo, trocador de placa e etc., então dá pra ir empurrando com a barriga e fazendo o mínimo necessário na base da receita de bolo (mas não bota recheio que complica). Contanto que tenha o CREA!
Se por um lado a oferta de bons cursos presenciais está cada vez menor, por outro lado temos a Internet para ajudar.

Se o interesse é conhecimento e não o diploma, tem muita coisa boa na rede. Dá mais trabalho e exige mais disciplina e esforço, mas pode ser a saída até para quem tem dificuldade com horário e tem vontade de aprender.
Uma das propostas do meu site, num futuro próximo, é produzir material sobre eletricidade básica, eletrônica e matemática.
Em principio a ideia não é apresentar um curso formal, mas conhecimentos básicos de uma forma bem didática que embora trate de conceitos e teoria tenha sempre um vínculo com a aplicação prática.
Este é o meu projeto para breve.
Fique de olho, siga o blog www.paulobrites.com.br e curta a minha fanpage www.facebook.com/profpaulobrites.
Até sempre.















Jornal Ícone 217 - O porquê de não se conseguir unir a classe técnica!



Fernando Asaph Jr.

Olá para todos os leitores do Jornal Ícone!

Vou tratar aqui de assunto que nada tem com manutenção de eletroeletrônicos, mas que atinge diretamente várias classes profissionais, principalmente as classes onde estes profissionais são autônomos e prestadores de serviço, como eu e tantos que lêem esta minha coluna e as colunas dos colegas aqui.
Vejam o que resultou de uma simples mensagem de alerta que surgiu nas páginas do FACEBOOK e que devido ao seu conteúdo mais do que pertinente ao segmento aqui representado, foi redistribuída pelo Instrutor Fernando José e redistribuída dai por outro tanto de técnicos que utilizam as redes sociais para divulgar seus trabalhos e trocarem informações técnicas!
O estopim da questão segue na figura 1:

Figura 1


É claro que esta mensagem já remeteu você àquele famoso texto do mecânico de uma indústria que após ter se aposentado, foi chamado às pressas para reparar a máquina que ele cuidou durante muitos anos e que agora se recusava a funcionar, mesmo tendo sido trazido um grupo de engenheiros da fábrica do equipamento.
O aposentado diz que vai até lá, mas que vai cobrar pelo serviço!
O dono da fábrica concorda e este mecânico ao chegar e ver o equipamento pede uma marreta e dá uma solene e firme marretada em um determinado ponto da carcaça da enorme máquina que quase que imediatamente volta a funcionar!
Passado o espanto geral, o aposentando diz ao dono da fábrica que o serviço ficava em $1.000 dólares!
O dono ficou estupefato pelo valor cobrado para dar uma marretada, mas como era uma pessoa de palavra (coisa muito rara hoje em dia), pediu que o ex-mecânico fizesse um recibo especificando o porquê do valor cobrado.
Então, alguns dias depois o recibo chega via fax (não havia internet na época) e lá dizia o seguinte:

Dar uma marretada em uma máquina da fábrica XPTO = $1 dólar
Saber onde dar a marretada = $999 dólares

Então, após a postagem e replicagem da figura 1 no FACEBOOK, surge o seguinte comentário que está grifado na figura 2:

Figura 2
Desonestidade cobrar?
Meter a mão no bolso do cliente?
Onde está escrito isso na figura 1?

A coisa ainda fica pior mais a frente!

Vamos ver a sequência da coisa na figura 3, nas partes grifadas e aviso que algumas palavras foram propositalmente esmaecidas para não serem lidas pois os amigos aqui não merecem ler certas coisas que o cidadão aí escreveu sobre nós técnicos:

Figura 3




Vejamos então:

O cliente acha caro você cobrar um valor X pelo serviço de reparo em determinado item, seja ele qual for!
Isso é um direito dele e por isso o pedido de “orçamento”, onde se vai fazer uma avaliação dos problemas que o item defeituoso tem e, a partir daí, vai se chegar a um valor onde serão somados os materiais gastos para a execução do serviço e o valor da mão de obra do profissional que vai fazer a reparação do item!

O cliente tem todo o direito de recusar o orçamento, pois ele não tem obrigação alguma de ter em mãos o valor necessário à execução do serviço.


Agora, quando um profissional (pelo menos a tal pessoa assim se identificou), diz que cobrar um valor X é um absurdo e que este valor beira a desonestidade e que as pessoas deviam ser mais humildes, aí vemos de forma explícita o porquê de praticamente todas os segmentos de prestação de serviço, não conseguirem se unir!
Falta justamente humildade em aceitar a opinião alheia para pode chegar a tal união!
Vejam por exemplo os médicos, dentistas e advogados.
Alguém já viu um médico dizer que o outro médico cobra muito caro ou muito barato?
A resposta eu sei que é “NÃO”, não viu e não vai ver.

Não vai ver também, um advogado dizendo que o “nobre colega” é um colega que cobra “preços abusivos” pelos seus honorários!
E porque não vemos este tipo de discussão, entre esses profissionais citados?
Simples: Porque eles conseguiram formar uma classe que mantém o grupo unido em um mesmo ideal e defende este ideal com unhas e dentes até o fim!
Agora veja que eu estou pensando seriamente em mandar todos os computadores de meus clientes para este cara consertar, pois se ele diz que R$50,00 já está muito caro, e eu cobro em média R$70,00 pela minha hora de trabalho, provavelmente ele deve trabalhar de graça e aí eu mando os PC’s que tenho de consertar para ele e ganho o meu aqui sem fazer força, pois ele acha que deve trabalhar de graça para os clientes dele!

Até a próxima de DEUS quiser!
Fernando José Asaphe Júnior é Técnico em Montagem e Manutenção de MICROS e REDES e também Técnico em Segurança do Trabalho, com formação em Relações Internacionais pela UFRJ e faz parte da equipe do Clube do Técnico – RJ!