terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Brazil encolhendo e o mundo expandindo

André Pereira

 
Olá, nobre leitor !
O “z” na palavra Brazil é escrito mundo a fora como a nação de consumo mais promissora do mundo e cobiçada por Índia, China e Europa. Os EUA estão preocupados com guerras e formação de terroristas para depois matá-los e enquanto eles estão ocupados com isso outros países estão conquistando terreno que antes eram deles, como o mercado de tecnologia de uso geral. Lembrando que isso era de domínio norte-americano e foi perdido por que a política deles de imposição está derrubando seu poder mundo afora. Afinal, quem quer ser oprimido e ter sua nação invadida por forasteiros? Ninguém, não é? Então, as potências bélicas viram que isso não leva a lugar nenhum e decidiram mudar de estratégia. Decidiram ofertar ao invés de impor.
Uma das nações que decidiu mudar as regras do jogo foi a China e esta já é a segunda economia mundial quase superando a hegemonia norte americana, pelo fato de aproveitar que o momento de ódio aos EUA e este preocupado com a sua segurança nacional, deu espaço para que nações de aptidão tecnológica, seja bélica ou comercial, aparecessem no cenário mundial.
Agora mesmo, caro leitor, no computador de marca que você está lendo este artigo, se estiver na forma digital, qual é o país onde seu computador foi fabricado? Se estiver escrito Zona Franca de Manaus, esqueça. Retire a bateria e observe o país de onde foi fabricado, China ! Sabe por quê? Porque aqui no Brazil só temos montadoras. As peças chegam de diversos locais do mundo e são fabricadas na China. Sim, existem bons engenheiros e cientistas no Brasil para a criação de projetos eletroeletrônicos aqui mesmo, o que falta é vergonha na cara da administração do país e falta, também, vergonha na cara de uma população que não sabe o que quer para o seu próprio país.
Vou citar um exemplo: Vi na TV uma grande quantidade de gente revoltada por que queria Adriano no Flamengo, outras contra. Vi briga, quebra-quebra, bate boca e reclamações de todo o tipo. Eu sei que o futebol de hoje, sem arte, sem drible, sem brilho, sobrevive da ignorância de um povo sem cultura e desprovido de educação. Assim sempre foi. Inclusive o Império Romano, dominava a população com os jogos do Coliseu, entretendo as massas para que essas não se voltassem contra o império. Assim é o atual sistema de educação brasileiro. Lembram dos livros do MEC que ensinam as pessoas a falarem errado? E o MEC decidiu que é bom para o aprendizado das crianças! Pois é! É por isso que aquelas pessoas que se revoltavam com a entrada ou não de Adriano jamais irão se revoltar contra o sistema social e político do Brasil e assim ficaremos somente vendo os outros crescerem e a gente retrocedendo.
Sabe porque mesmo com uma situação de inferioridade nossa nação não cresce? Porque as pessoas não fazem a menor ideia de para onde querem levar o país no cenário mundial.
Todos os dias vemos casos de corrupção, de desvios de merenda, de dinheiro da saúde, da educação e não há nenhum movimento pacífico para barrar essa corja de bandidos que em todas as eleições voltam à cena do crime fazendo as mesmas coisas, tirando seu direito de viver e dos seus filhos.
A cultura no ‘brasil’ com b minúsculo é a do “se dar bem” e o sujeito com esse pensamento sempre anda em apuros e nunca vive em paz, porque sempre está a dever.
Caros leitores, lutem por mudanças, sejam os primeiros a transformarem a cara desse Brasil. Se nas eleições seguintes continuarem as mesmas pessoas no poder ou é porque o sistema funciona nas mãos deles ou a população realmente gosta do que tem e, sendo assim, nem deveria reclamar de nada, apenas sofrer e viver sofrendo.
Precisando ou querendo dar alguma sugestão ou tirar dúvida ou, mesmo , só comentar : andrepereira@ig.com.br ou www.cleapseletroeletronica.com e façam um breve cadastro para que possa existir, no RJ, eletrônica para desenvolvimento e estudem. A qualidade dos cursos de eletrônica está caindo, segundo as reclamações de empresas que me procuram pedindo estagiários ou a indicação e os testes são desanimadores. Já teve estagiário chamando CPU de gabinete.., Sem mais comentário !
Obrigado !    

Economizando na conta

 Fernando Asaphe Jr.

Oi para todos vocês!
Hoje vamos falar de um assunto que não é ligado à informática, mas que é bastante interessante e nos mostra inclusive como as evoluções tecnológicas podem ser nossas ajudantes e não só nossas inimigas como muitos vivem a apregoar por aí!
Imagino que como técnicos em eletrônica, todos vocês saibam o que é um LED. O diodo emissor de luz!
Se não souberem o que é ou como funciona um LED, perguntem ao Profº Fernando ou ao Paulo Brites que eles com certeza vão poder te responder.
Eu na realidade sei que o LED é um semicondutor que produz luz, ou seja, “acende”!
O que talvez muitos não saibam é que eles alem de acenderem, estão evoluindo bem rápido e atingindo níveis de iluminação cada vez mais intensos!
Já temos os LED’s no lugar das lâmpadas nos sinais de transito em quase toda cidade e agora também nos postes de iluminação de alguns parques!
Onde eles ainda são bem pouco usados?
Exatamente, nas nossas casas!
Por dois motivos:
O primeiro é bastante óbvio, o seu preço!
O segundo é devido a principio, ao seu baixo nível de luminosidade produzido!
Em relação ao preço, ele só vai cair se a procura aumentar!
Já a baixa luminosidade, já não é mais tão baixa assim!
E os dois grandes fatores a favor dos LED’s são:
Reduzidíssimo consumo de energia e por ser quase indestrutível (se utilizado da maneira correta é claro)!
Dia desses fiz uma descoberta que inclusive me deu a ideia para está coluna. A lâmpada da luminária da mesa do meu PC, que era uma destas econômicas de 9watts, começou a dar aqueles sinais de que ia pro espaço! Piscadas demais antes de acender e de forma intermitente resolvia apagar do nada e acender também do nada!
Como já era tarde da noite e num sábado no subúrbio normalmente não ia achar uma loja de material elétrico aberta para comprar uma lâmpada nova, e ficando irritado com o apaga acende da lâmpada da luminária, lembrei que tinha ganhado do meu pai uma lâmpada LED em formato de SPOT, semelhante aqueles Spots de lâmpadas dicróicas.
Achando a dita cuja nos guardados, observei que talvez não fosse resolver muita coisa, pois na embalagem dizia que o LED era de 1,2watts, ou seja, 8 vezes menos intensidade luminosa do eu já possuía na luminária antiga. Pensei, vai quebrar o galho até segunda feira. Então retirei a lâmpada de 9watts que já tava pela bola 7 e instalei no lugar o SPOT de LED.
Para minha surpresa, a intensidade luminosa do LED era a mesma da lâmpada econômica de 9watts (isto quando a mesma era nova) e bem mais intensa do que a que a lâmpada que já estava pela bola 7 produzia!
Conclusão: O LED está lá já a 3 semanas, gerando menos calor do que a econômica, por que as econômicas também  aquecem (menos que as incandescentes, mas aquecem), com a mesma luminosidade e obviamente com apenas 1,2watts de consumo.
Então, se você está tentando diminuir sua conta de energia elétrica e mesmo com as lâmpadas econômicas a conta ainda ta alta, que tal investir na troca por lâmpadas LED?
Embora a quantidade delas no mercado ainda não seja grande, já vi algumas de até 7watts e imagino que se uma de 1,2 produz luminosidade igual a uma econômica de 9watts, provavelmente a de 7 deve iluminar bem mais!
Uma outra vantagem das lâmpadas LED:
Diferentemente das econômicas, as lâmpadas LED não geram ruído eletrônico em operação e não interferem com outros equipamentos eletrônicos ligados nas suas proximidades.
Como as econômicas utilizam uma espécie de inversor para gerar a tensão de disparo e acendimento, e este inversor funciona com chaveamento de semicondutores, este chaveamento pode principalmente nas lâmpadas de procedência duvidosa (que me parece ser a grande maioria) ser retornado a própria rede elétrica em forma de ruído, interferindo com equipamentos ligados na mesma rede!
Uma outra grande vantagem das lâmpadas LED sobre as econômicas, diz respeito ao mercúrio contido nos bulbos da lâmpadas econômicas que é prejudicial a natureza e a nossa saúde e que caso este bulbo se quebre, irá liberar este material na nossa atmosfera!
Vamos colaborar e tentar melhorar um pouco as condições do nosso planeta que tem sido tão maltratado ao longo dos anos!!!!!
Veja abaixo alguns exemplos de lâmpadas LED em sua comparação com as econômicas:
Tabela comparativa de consumo e vantagens e desvantagens de cada tipo de iluminação:

Fernando Asaphe é Técnico em Informática e Montagem e Manutenção de MICROS e REDES. Trabalha de forma autônoma realizando montagens, upgrades, reparos, venda e suporte em computadores e redes. Também faz parte da equipe do Clube do Técnico!

ESR / Descomplicando o complicado (pelo menos um pouco)!

Fernando José

Olá amigos, espero encontrar todos com saúde e com muito serviço nas bancadas!
Aproveito o início desta coluna para anunciar que estou lançando o meu novo livro sobre reparação, após um período um pouco longo de distância do mundo editorial.
Como sempre ouvi desde criança, que “se queres bem feito faça você mesmo”, resolvi encarar o desafio (com se já não fosse um desafio andar pelas ruas do Rio de Janeiro todos os dias) e estou produzindo meu próprio livro, pois se der certo, sei que o mérito é “meu” e se der errado, o erro também é “meu” e assim não temos discussões sobre de quem foi à culpa!
O novo trabalho faz parte de uma nova coleção que estou iniciando, chamada “Novas Tecnologias” e o primeiro de (espero eu) uma série bem extensa de livros é: “”Básico em LCD & PLASMA””!
O seu lançamento oficial ocorreu no treinamento de TV PHILIPS PT em 9 de Abril/11 e já pode ser encomendado via e-mail através do endereço eletrônico do Clube do Técnico, clubedotecnico@gmail.com.
Espero que o material contido no livro seja do agrado de todos, pois procurei ser o mais prático e simples possível nas colocações e informações descritas no mesmo, de forma que a sua leitura seja agradável e não monótona como temos visto em algumas publicações bem conhecidas!
Outros títulos estão por vir em breve e, logicamente, vocês leitores serão avisados com antecedência sobre os mesmos!
Veja aí a capa do meu novo livro:
Voltando ao que interessa, vamos falar um pouco sobre ESR (resistência série equivalente) que é um parâmetro importantíssimo a ser considerado na análise de um capacitor eletrolítico!
Quem primeiro comentou sobre a importância da ESR, foi o colega Paulo Brites, isto ainda no século XX (lembre-se de que já estamos no século XXI há 10 anos)!
A ESR é a resistência que existe dentro de qualquer capacitor eletrolítico e que deveria ser de “0” ohm para tudo ser perfeito, mas na prática, ela sempre apresenta um valor insignificante quando o capacitor (de boa qualidade) está novinho em folha!
Com o passar do tempo, o aquecimento sofrido pelo capacitor durante seu funcionamento, devido à temperatura dentro do equipamento e muito mais pelas altas freqüências impostas a eles nas fontes chaveadas e circuitos de deflexão horizontal entre outras!
Esta situação operacional imposta ao capacitor faz com que, além da capacitância poder sofrer alterações, a ESR comece lentamente a aumentar, até atingir um valor que passa a interferir com o funcionamento do circuito onde se localiza o capacitor.
A ESR se comporta como um resistor em série com um ou com os dois terminais do capacitor e altera toda a operação do circuito, causando as mais variadas falhas em um equipamento eletrônico.
A pergunta principal é: Como medir a ESR?
Com um medidor de ESR, naturalmente seria o que deveríamos dizer mas, infelizmente, não temos este tipo de equipamento disponível no mercado brasileiro. Na Argentina, existe o CAPACHECK à venda no comércio e algumas pessoas conseguem trazer o mesmo para venda em nosso mercado!
O ideal seria ter um fabricante nacional vendendo este equipamento.
Enquanto isto não acontece...
...uma solução foi apresentada pelo colega colunista deste jornal, Waldyr Souto Maior e é o uso de um Osciloscópio para realizar esta medição.
Porém, quantos possuem um Osciloscópio em suas bancadas?
Deveriam ser todos, mas devido a fatores que são particulares de cada um, nem todos os técnicos tiveram ainda as condições “$$$” para comprar o mesmo!
Fica aqui então a sugestão de que os interessados em adquirir um instrumento para medição da ESR de forma mais simples e barata, dêem uma navegada pela internet e procurem por “medidor de ESR” no “Google”.
Eu achei este esquema bastante simples lá, em um site da República Tcheca, mas por sorte todos os valores estão descritos no diagrama de forma clara.
O miliamperímetro pode ser de 50mA!


Você também pode acessar o seguinte site:

Se vocês perguntarem qual é o que eu uso, a resposta é:
Tenho um fabricado pelo amigo Paulo Brites que me foi presenteado por ele há alguns anos e que tem me servido muito bem, embora em alguns momentos eu ainda prefira utilizar a velha intuição e ao olhar para um determinado capacitor, se eu não simpatizar muito com ele e o mesmo estiver no setor suspeito e ainda por cima for da cor azul claro, estiver com aspecto de inchado (observe que às vezes, na parte superior está tudo OK, mas na base do capacitor onde se encontram os terminais, a borracha está estufada), com aspecto de aquecimento excessivo (a capa mudou de cor) ou a capa plástica encolheu, troco o mesmo sem dó nem piedade!!!!!!
Mas, lembre-se! a intuição é uma ótima ferramenta, mas às vezes falha e uma ajudinha dos instrumentos de teste é sempre bem vinda!!!!!
E falando de instrumentos, a ICEL está lançando o MD100, uma pinça multímetro especialmente concebida para medir componentes SMD no circuito!
Prestigie a indústria nacional e adquira equipamentos que pelo menos tenham um representante real e legal aqui no Brasil!
Abaixo o MD100:

Vejam na seqüência alguns momentos do Treinamento PHILIPS PT e AUTO-RÁDIO realizado no dia 9 de Abril!

Fernando José é Técnico de Eletrônica e atua como INSTRUTOR de Eletrônica Básica e Manutenção Eletrônica da FAETEC de Niterói e do Clube do Técnico!
É tambem autor de livros técnicos e editor da Revista CDM (Clube de Manutenção) que é uma nova revista ON-LINE enviada por e-mail aos assinantes cadastrados, “gratuitamente”!
Entre em contato pelo e-mail do Clube do Técnico, clubedotecnico@gmail.com e saiba como receber a revista de forma gratuita!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Alguns problemas na CCE HPS 2118usp

Paulo Roberto

Resolvi trazer neste artigo um tópico abordado meu treinamento realizado em abril . Apesar deste Treinamento ter sido de CCE/Toshiba & Samsung estou enfatizando aqui a CCE HPS 2118USP pela sua demanda de problemas ocorridos. Desta forma iniciarei apresentando a figura 1, onde o leitor poderá encontrar parte da fonte deste aparelho.


Fig.1- vista parcial da fonte TV CCE HPS 2118USP


A figura 1 mostra parte do secundário da fonte e no item 1 vemos o transistor Q 804 responsável por gerar a fonte de 3V3, a qual irá alimentar o microprocessador. Na iminência do desaparecimento desta fonte e conseqüentemente falta de operação do micro, deve-se substituir este transistor mesmo que este apresente medições corretas. Sua deficiência está associada ao funcionamento pela ação das tensões e corrente. Recomenda-se para sua substituição o BD 135 por ser mais robusto para esta função. Seguindo esta linha de raciocínio temos ainda neste setor o item 2 representado pelo diodo DZ 808 que também faz as mesmas características deste defeito, portanto nas situações mencionadas acima fazer a verificação do mesmo.

Ao passarmos nosso foco para a fonte principal, encontramos os capacitores C 825 e C 829, marcados pelo item 3, como responsáveis por defeitos associados a redução desta fonte. A possibilidade de defeitos é variada, conforme o desgaste destes capacitores, porém encontramos desde inoperância do aparelho até falta de largura da imagem. Quando os capacitores estão no seu valor com baixas perdas, encontraremos a falta de largura na imagem, mas nestas condições são poucos os clientes que chamam o técnico para efetuar a reparação. O acionamento da manutenção se faz após o aparelho ficar inoperante devido aos altos índices de perda de capacitância que estes capacitores sofreram pelo passar do tempo. Vale lembrar que em muitas ocasiões encontramos apenas um deles com problema, porém devemos trocar ambos.

Outro componente muito crítico nesta fonte e nas demais que o utilizam, é IC 802 ( item 4 ) representado pelo TL 431 que causa o sintoma de fonte alta. Este componente muito usado em outros aparelhos costuma entrar em curto mexendo assim com o referencial utilizado pelo foto-acoplador. Em situações onde a fonte encontra-se com outros componentes danificados deve-se obrigatoriamente verificar o TL 431, e isto, aplica-se para qualquer fonte que o tenha inserido no seu circuito. Este tipo de dica vai fazer um link com outras marcas e não é exclusivo da CCE. Neste caso da HPS 2118USP devemos verificar o item 4-A  representado pelo diodo DZ 811, o qual costuma sofrer danos pelo TL 431. Fique atento!!!!

Finalmente chegamos ao item 5 da figura 1 representado pelo foto-acoplador IC 803. Este componente pode apresentar uma variedade de sintomas na fonte, onde estes estão pertinentes à inoperância. Novamente o diodo DZ 811 deve ser checado, pois este encontra-se associado ao foto-acoplador, portanto criando possibilidades de associação de defeitos.

Finalizado os itens desta fonte podemos partir para outra etapa que tem apresentado um determinado defeito muito comum, ou seja, o aparecimento de uma faixa lateral preta que vai surgindo ou desaparecendo aos poucos com o aquecimento do aparelho. Na figura 2 o leitor poderá identificar o principal responsável, ou seja, o capacitor C 417 que deve ser trocado sem medir.


Fig.2 – Saída horizontal da HPS 2118USP

Uma recomendação é a verificação do resistor R 414, pois em alguns casos este componente sofre alteração e provoca defeito similar. Outro item apontado em nossa figura é o C 418, responsável pela queima do saída horizontal, ou simplesmente quando em curto, pela derrubada da fonte. Trata-se de outro componente crítico no horizontal, porém o capacitor C 417 é o responsável por pastos homéricos de colegas, portanto estou ressaltando cuidados com ele justamente pelo seu estado critico muitas vezes não verificado com medições.

Treinamentos de TV LCD & LED estão sendo ministrados por mim de forma prática com turmas de 12 alunos no máximo e um aparelho por bancada, para que o conteúdo didático seja melhor assimilado. Para mais informações fazer contato pelo 21 - 25973368 / 96780087. 

Resumo de defeitos neste artigo:
- Não liga, micro inoperante ( trocar Q 804 e verificar DZ 808 )
- Falta de largura ( C 825 e C 829 )
- Parada ( C 825 e C 829 )
- Falta de largura, podendo reduzir parte do vertical ( C 825 e C 829 )
- Parada ( IC 802 , verificar DZ 811, IC 803 )
- Faixa lateral que vai desaparecendo ( verificar R 414 e trocar C 417 )
- Faixa lateral que vai aparecendo ( trocar C 417 )

Paulo Roberto é técnico de eletrônica e mecatrônica com formação em instrumentação de sistemas, atua como tecnólogo na Universidade Gama Filho e é editor do boletimtecnicorj@gmail.com direcionado para técnicos. Escritor de livros e instrutor de manutenção eletrônica com mais de 20 anos de experiência em manutenção.

















sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tabelas que o técnico precisa consultar

Waldyr Souto Maior

Se você encontrasse escrito em um resistor SMD de precisão o código “22R” qual seria o seu real valor em Ohms? 7,5 Ω; 1,65 Ω; 2,2 Ω ou 22,0 Ω; Bem, se você respondeu 7,5 Ω ou 1,65 Ω, meus parabéns! Mas, se optou por 2,2 Ω ou 22,0 Ω, sinto muito em dizer que você errou.
Existem várias codificações e tabelas para os resistores SMD. A codificação mais conhecida e talvez a mais usada, é aquela em que o último algarismo de um código numérico de 3 algarismos, para resistores comuns ou, 4 dígitos para resistores de precisão, representa o número de zeros.
Ex.: 332 significa 3300 Ω ou 3K3 já que, o algarismo “2” representa “dois zeros ao final”; 220 significa 22 Ω pois, a finalização com algarismo zero significa que não há nenhum zero a acrescentar no final; 2563 significa 256000 Ω; 4701 significa 4700 Ω.
Acontece que, existe uma codificação chamada EIA para resistores SMD de precisão, que aparece cada vez mais em aparelhos eletrônicos mais modernos. Ela consta de dois algarismos representando valor, seguido de uma letra representando fator multiplicativo.
O problema é que, existe uma tabela de valores para resistores com tolerâncias de 1%, outra tabela para resistores com tolerâncias de 2% e outra para resistores com tolerâncias de 5%, tornando-se muito difícil guardar esses códigos de cabeça. É por isso que, para trabalhar com esses resistores o técnico precisa consultar as tabelas. Veja as tabelas 1, 2 e 3.


    
Os fatores multiplicativos podem ser vistos na tabela 4.


Ex: Vamos supor que, em um resistor encontramos gravado o código 01B.
Consultando a primeira e a segunda tabela, vemos que 01 representa o valor 100 e, na quarta tabela vemos que B representa o fator multiplicativo 10. Assim, 100 x 10 = 1000, ou seja, 1KΩ.
Lembra da minha pergunta no início do artigo? O código gravado no resistor era 22R.
Consultando a 1ª tabela, vemos que 22 representa o valor 165 e, na 4ª tabela vemos que R representa o fator multiplicativo 0,01. Assim, 165 x 0,01 = 1,65Ω se for um resistor de 1% de tolerância.
Consultando a 2ª tabela, vemos que 22 representa o valor 750 e, na 4ª tabela, vemos que R representa o fator multiplicativo 0,01. Assim, 750 x 0,01 = 7,50 Ω, para o caso de um resistor de 2% de tolerância.
Outra situação complicada é quando temos que consertar uma TV com problema de som ou de sintonia e, apesar de sabermos que o defeito é causado pelo capacitor ligado em paralelo com a bobina Discriminadora de Áudio ou com a bobina de AFT, temos que descobrir o seu valor pelo método “tentativa & erro” que representa um sofrimento. Daí, a necessidade de se consultar uma tabela.
Os sintomas mais comuns são: Volume baixo; Falta total de som quando o CI de saída está bom; Ronco durante algumas cenas; Não sintoniza alguns canais; Sintonia foge após troca de canal; Imagem com contornos; Franjas de sub-portadora de som aparentes na tela e Tela acesa com chuvisco sem imagem.
A tabela 5 consta dos modelos de TV que mais aparecem com esses sintomas e pode ajudar bastante, já que indica o valor do capacitor necessário a cada tipo de bobina.


Como vimos, as tabelas são excelentes ferramentas que podem encurtar e muito o tempo necessário para conserto de determinados aparelhos, mas, quando são complexas, precisamos consultá-las.
Caso o leitor queira se aprofundar nos estudos dos componentes SMD, contate-nos.
Waldyr Souto Maior é professor de eletrônica na ESATE, possui cursos no exterior, é autor de alguns livros técnicos e é vice-presidente da Asfeteb (Associação Federal dos Técnicos em Eletroeletrônica do Brasil: esate.asfeteb@ig.com.br).

Relatório da UIT mostra redução nos preços dos serviços de telecomunicações

O relatório Medindo a Sociedade da Informação - Índice de Desenvolvimento das TICs 2011, divulgado hoje pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostra que os preços dos serviços de telecomunicações têm diminuído no Brasil. Na telefonia fixa, o custo das cestas de serviços em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita caiu de 6,8% em 2008 para 4,8% em 2010; na telefonia fixa, de 4,2% para 3,4%; na telefonia móvel, de 9,2% para 8,5%; e na banda larga fixa, de 6,9% para 2,5%.
No ranking global da UIT, o Brasil perdeu duas posições no Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI): passou de 62º para 64º lugar. No ranking regional das Américas, o País ocupa o 8º lugar. Ainda segundo o relatório, entre 2009 e 2010, a cobertura de 2G no Brasil saltou de 97% para 100%; a 3G atendia 67% da população, quando, em 2009, eram 55%.
Conforme previsto no Plano Geral de Atualização de Regulamentação das Telecomunicações no Brasil (PGR), estão em desenvolvimento na Anatel variados esforços para ampliar a oferta de serviços e a competição, com importantes ganhos para a sociedade brasileira, como a elevação da qualidade e a redução de preços.
Entre essas iniciativas, destacam-se o Plano Geral de Metas de Competição, atualmente em consulta pública, a recente concorrência pública para ampliação da capacidade satelital, as futuras licitações de faixas de radiofrequências, a revisão dos regulamentos de tarifa de interconexão (VC) e de exploração industrial de linha dedicada (EILD), e os resultados do projeto modelo de custos, já em andamento na Anatel. Também merecem realce a abertura do mercado de TV a cabo e a exploração de rede virtual da telefonia móvel.
Os esforços regulatórios da Anatel devem resultar, além da redução de preços para a sociedade, em melhora na qualidade percebida pelos usuários - critério que orienta as recentes revisões de planos de metas de qualidade dos serviços de telecomunicações.
Fonte: Anatel

sábado, 10 de setembro de 2011

Ressuscitando o 2SD870 - Clique aqui e baixe a edição 181 completa.

Paulo Roberto

Quero levantar um tópico muito delicado na manutenção: A queima do saída horizontal. Como tenho tido muitas indagações de informações a respeito deste problema resolvi, após pesquisar com amigos, levar algumas alternativas para solucionar problemas aparentemente sem solução. Evidentemente estas alternativas que serão relatadas não são as soluções certas, mas tempo é dinheiro e quando aquele rabo de foguete está na bancada, o cliente não quer saber o porquê da demora.

A ideia é ressuscitar o 2SD870 ( figura 1 ). Nestes casos sem solução, onde o técnico reparador já percorreu todo o circuito e o inexplicável teima em aparecer.  A ideia não é minha, mas há algum tempo alguns colegas já haviam executado este procedimento e, recentemente conversando com meu amigo Oscar, voltei a lembrar desta história, pois ele já executa este procedimento para resolver os pepinos. O procedimento é adaptar o 2SD870 no circuito horizontal, desde que seus parâmetros sejam intercambiáveis com o transistor original do circuito, Somente devemos executar este procedimento quando já não houver explicações do porquê do aquecimento do saída horizontal.

Na figura 2 o leitor pode verificar as dimensões do 2SD870, pois este detalhe é muito importante na sua fixação, já que seu tamanho é superior aos convencionais transistores utilizados nesta posição, conforme podemos ver na figura 3 em detalhe.

Na figura 3 o leitor ainda pode visualizar outro item a ser verificado antes deste procedimento sugerido. Volto a lembrar que os habituais problemas no horizontal devem ser verificados, assim como procedimentos de modificações recomendados pelos fabricantes, já que muitos aparelhos após saírem da fábrica apresentam os sintomas descritos acima e necessitam destas modificações para deixar de queimar o saída. Uma situação a ser procedida é a verificação do fly-back, descrita na figura 4, para descartar este componente como causador da avaria.

Figura 4 – medindo o Fly-back

Como disse anteriormente, o transistor 2SD870 deve ser adaptado no dissipador do aparelho ou colocar com um novo dissipador a ser comprado, mostrado na figura 5.

Figura 4

Outros itens devem ser adquiridos para colocação como: mica, isolador dos parafusos e pasta térmica para melhorar a transmissão de temperatura para o dissipador.


Na figura 6 o leitor pode verificar um transistor deste tipo adaptado num televisor com todos os itens mencionados destacados, exceto o isolador, já que este fica inserido na abertura de passagem dos parafusos.

Ainda para facilitar o leitor na manutenção o 2SD870 tem outra utilidade, ou seja, ser usado durante o processo de manutenção. Quando na eventual queima do saída e este esquenta durante o processo de pesquisa, podemos utilizar o 2SD870 provisoriamente para não queimar o transistor original, fato este que acarreta um custo maior. Como este transistor é mais potente podemos usá-lo durante a manutenção e após a detecção do defeito voltamos com o original. 
O leitor pode observar que este transistor tem muitas utilidades além da sua substituição e utilização para pesquisa, podemos criar outras formas de trabalho com este componente. Caso o leitor tenha outra ideia entre em contato que terei de expor dando seu nome conforme fiz acima com meu amigo.  
Gostaria de recomendar ao leitor veja a matéria do colega Waldyr Souto na edição anterior deste jornal, pois pessoalmente achei muito boa e recomendo a sua leitura. Trata-se do assunto de ESR (solicitar através de jornalicone@gmail.com), o qual devemos estar antenados e o autor da matéria foi muito feliz na sua menção. 

Paulo Roberto é técnico em eletrônica e mecatrônica com formação em instrumentação de sistemas. Atua como tecnólogo na Universidade Gama Filho além da experiência de manutenção eletrônica. Autor de vários livros técnicos e palestrante de Treinamentos.boletimtecnicorj@gmail.com