segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Gravando e debugando Zilog Z8 encore com conversor USB-serial em LINUX








André Pereira

Olá amigos do blog, venho neste artigo falar dos conversores USB-Serial no Linux, especificamente nas distribuições DEBIAN e variantes (Ubuntu, Mint, etc...) que muita gente possui dificuldades em fazer funcionar devido às restrições do próprio sistema linux que prega a segurança em primeiro lugar e que, para usuários do windows, pode parecer decepcionante quando não se tem acesso à informação que permita essas funcionalidades serem automáticas. Bom ! No Linux, tudo é penoso, pelo fato do sistema pregar a linha da segurança e, quando o próprio dono escreve os scripts e códigos, é considerado que o sistema funcione com essa intervenção, diferentemente do windows, onde a maioria das coisas funcionam diretamente, o que permite a entrada de programas maliciosos e vírus diversos com a maior facilidade, motivo pelo qual, muitas empresas acabam usando como servidor os sistemas operacionais linux e variantes.

Para os usuários linux, que compraram um conversor USB-Serial e, ao instalarem programas que rodam redondo no Linux, mas são programas windows rodando sob o Wine e que acessam a porta serial emulada, mas não funcionam, eis aqui a solução não definitiva mas funcional.
Na figura abaixo temos um modelo chamado HL-340, que é um conversor USB-Serial comum e encontrado em diversos sites de compras de produtos de eletrônica e informática e servem também outros modelos, como as variantes do PL-2303 ou FTDI.
Inicialmente, abrimos o terminal e digitamos "lsusb" como root mesmo, só para saber algumas informações do seu adaptador usb para serial e temos :

root@root-A31G:~$ lsusb

Teremos a seguinte resposta :
Bus 001 Device 001: ID 1d6b:0002 Linux Foundation 2.0 root hub
Bus 002 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 003 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 004 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 005 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 002 Device 002: ID 0d8c:000e C-Media Electronics, Inc. Audio Adapter (Planet UP-100, Genius G-Talk)
Bus 005 Device 002: ID 1bcf:0007 Sunplus Innovation Technology Inc. Optical Mouse
Bus 002 Device 007: ID 1a86:7523 QinHeng Electronics HL-340 USB-Serial adapter
Na parte (grifada) amarela foi definido pelo sistema o barramento e o dispositivo USB e lido as informações como sendo vendor=0x1a86 e product=0x7523, assim, com essas informações poderemos autorizar o sistema operacional Linux a liberar este dispositivo usb sem problemas.
Digitamos no terminal o comando de manipulação de módulos do Kernel do Linux, com:
root@root-A31G:~$ modprobe usbserial vendor=0x1a86 product=ox7523 e dê ENTER.
Pronto, sua porta serial emulada está liberada para uso. Basta, agora, configurar algumas informações de baudrate e tipo de com, mas vou deixar como default e automática.
Como estou utilizando o ZDSII da Zilog para gravar e debugar os microcontroladores Z8 encore com pino único de DBG ou debuger, vou criar, no WINE, uma regra de acesso com o comando:
root@root-A31G:~$ ln -s /dev/ttyUSB0 /home/SUA_PASTA/.wine/dosdevices/com2
Aqui, "SUA_PASTA" é a que se tem no diretório /home do seu linux e onde esteja instalado o WINE e teremos o programa que usa a porta serial emulada funcionando perfeitamente.
A seguir temos o programa ZDSII e um exemplo de projeto para Z8F0822 aberto. Em project selecionamos a opção "Settings" e temos a figura abaixo. Configure conforme se pede.
Em seguida, vamos conectar o cabo usb-serial com o gravador DIY que foi dado o esquema no post que fala sobre gravador. Olhe os posts anteriores para saber como fazer o seu ou compre um da gente, conforme se vê na figura a seguir :

 Agora vamos ver como tudo foi feito assistindo a um vídeo no Youtube http://youtu.be/T4yUbosRlwU
bem ilustrativo e que demonstra como é simples, prático e rápido mexer com microcontroladores Zilog. A demanda por este micro sendo considerável, posso tentar trazer alguns kits ou MCUs para a galera poder brincar um pouco com elas. Aceito sugestões de projetos e vou ver se faço alguns para o pessoal poder ir se familiarizando com esta linha de microcontrolador .... Obrigado.



Principais classes de Operação de Amplificadores de Áudio - (parte 2 (final)








Johnny Werner

Dando continuidade ao tópico iniciado na edição passada sobre as principais classes de operação dos amplificadores de áudio, discutiremos um pouco sobre as classes D, G, H e I. No final é apresentada uma curva comparando o rendimento das várias classes de operação estudadas.


Classe D


A classe dos amplificadores chaveados. Teve seu princípio de funcionamento discutido pela primeira vez por volta de 1947, porém, apenas em 1960 os primeiros protótipos foram criados. Devido a certas limitações dos transistores da época, os amplificadores em classe D acabaram não encontrando seu devido espaço no mercado e seus projetos foram novamente retomados em meados dos anos 70.
Basicamente, ao invés de os dispositivos de saída operarem em modo contínuo, eles são comutados através de modulação PWM numa frequência muito mais alta que a maior frequência audível. Um filtro LC na saída se encarrega de filtrar as altas frequências de chaveamento, deixando passar apenas o sinal de áudio. A Figura 1 ilustra a operação em classe D. O rendimento típico gira em torno de 90%.


Fig. 1 – Operação em Classe  D

Classe G


Utiliza os princípios de operação da classe A em conjunto com a classe AB através de comutação. Os sinais de áudio costumam passar a maior parte do tempo compostos por níveis baixos de corrente, sendo esse nível elevado a grandes picos apenas durante curtos instantes. De posse desse conhecimento, o conceito classe G foi introduzido pela Hitachi em 1976 com o intuito de diminuir a potência dissipada nos amplificadores através da utilização de múltiplas fontes de alimentação. Assim, em baixos níveis de potência a fonte de alimentação menor é utilizada e o amplificador opera em classe A. Quando o nível de sinal se torna mais elevado, entra em operação outra fonte de maior potência e o amplificador passa a operar em classe AB. Dessa forma, a tensão média aplicada aos dispositivos de saída é reduzida e uma eficiência maior pode ser alcançada.

Na Figura 2 a topologia classe G é apresentada. Na ilustração, Vcc2 é maior do que Vcc1 e apenas os transistores Q2 e Q3 estão em operação. Quando uma tensão maior é exigida devido a um pico do sinal de áudio, passam a funcionar também os transistores Q1 e/ou Q4, sendo esses alimentados pelas fontes Vcc2.
De modo geral, a utilização de mais de uma fonte de alimentação não é uma boa opção. Porém, quando se usa um transformador e se podem utilizar as suas derivações, a operação em classe G é viável. Em contrapartida, a classe G pode não ser uma boa solução quando se utiliza a bateria de um automóvel. Embora uma boa eficiência global seja alcançada, os ruídos causados pela comutação entre as duas fontes geram distorção do sinal.


Fig. 2 – Operação em Classe G

Classe H

O período em que os picos do sinal de áudio ocorrem é relativamente curto e a fonte de alimentação auxiliar da classe G pode ser substituída por um capacitor. Quanto mais baixa a frequência e maior a potência do sinal, maior deve ser o capacitor. A vantagem da classe H perante a classe G é que não é necessária a utilização de outra fonte de alimentação, sendo ideal para aplicações automotivas. A Figura 3 mostra um exemplo de estágio amplificador operando em classe H.




Fig. 3 – Operação em Classe H

Classe I

Caracterizada por unir a alta linearidade da classe A e a alta eficiência da classe D em um único amplificador. Possui rendimento de 77% à máxima potência e apresenta a mesma linearidade da classe A. O funcionamento é obtido através da aplicação simultânea do sinal de áudio aos amplificadores classe A e classe D, sendo que este é responsável por fornecer alimentação ao amplificador classe A. Assim, a corrente fornecida ao amplificador classe A é apenas a necessária ao funcionamento do sinal de áudio. A Figura 4 indica um exemplo de amplificador operando em classe I. Eventuais distorções por diferença de fase devido ao filtro LC projetado para rejeitar o ruído de chaveamento são compensadas pelos Filtro 1 e Filtro 2.


Fig. 4 – Operação em Classe  I

Rendimento comparativo das várias classes de operação


As curvas de rendimento para as várias classes de operação de amplificadores está apresentada na Figura 5, onde há enorme discrepância no rendimento das curvas nos dois extremos do gráfico, representados pelas classes A (menos eficiente) e D (mais eficiente).





Fig.5 – Curvas de rendimento para as diferentes classes de Operação
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Johnny Werner é mestre em engenharia elétrica e leciona no curso de Engenharia Elétrica na Universidade Regional de Blumenau. É projetista e responsável técnico na JW Tubes – Valve Amplifiers. E-mail: johnny@jwtubes.com.br




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jornal Ícone - Edição nº 200 - Outubro de 2012


'Falta de investimentos (público e privado) compromete o desenvolvimento de pesquisas', inovação tecnológica e do fator humano no Brasil - Editorial
Como o Osciloscópio pode ajudar no conserto de novos aparelhos de TV
CGI.br lança resultados da pesquisa TIC Kids Online Brasil
TV Philips 40PFL865D: conhecendo o Ambilight e defeitos
Principais classes de amplificadores de áudio (parte 1)
Crimes na internet já custam R$ 16 bi anuais para o Brasil
Fim de ano chegando e Tutorial LG3OR (parte 2)
Qual a melhor forma de ensino?
Falando sobre Micronas (VCT) de Televisão

Para ler cada artigo individualmente, clique no link correspondente, ao lado.

"Falta de investimentos compromete o desenvolvimento de pesquisas", inovação tecnológica e do fator humano no Brasil

Carlos Dei

Em 12 de Outubro se comemora o Dia da Criança. Parabéns a todas elas. Mas, afinal, que melhor presente poderíamos oferecer às nossas crianças? Um domingo no parque ou no shopping, um brinquedo sofisticado, uma bicicleta, um game, um smartphone, um carrinho eletrônico, um notebook?
  Nada disso é possível sem que haja investimentos em pesquisas e inovações tecnológicas indispensáveis ao desenvolvimento e crescimento do país em suas “áreas estratégicas como petróleo e gás, ciências do mar, biotecnologia, nanotecnologia, biomassa e energias alternativas, semicondutores e softwares; fármacos e medicamentos” (como analisa o reitor da UnB, José Geraldo de Souza Junior) e muito especialmente na educação de base, como prioridade, a exemplo a Coreia do Sul que, de um país com a população na miséria na década de 50, em que em cada três coreanos, um era analfabeto, para a realidade atual em que oito em cada dez chegam à universidade, e o país cresceu à média de 9% durante três décadas, alçando-a ao nível dos países desenvolvidos (ditos do primeiro mundo), com uma “sólida massa crítica de cientistas que forma todos os anos” e investimentos em inovação tecnológica.
  Há não muito tempo, o micro-empresário, pesquisador, inventor carioca, José Fonseca, da Liatec, se deparou com a expressão “...quem sabe um dia nasce um Jobs brasileiro...”  do colunista Ancelmo Goes (O Globo), respondendo a este que provavelmente já tenham nascidos talentos iguais ou superiores a Steve Jobs, Bill Gates ou os recentes “garotos” do Facebook ou Google, porém lamentando que, se estes notáveis americanos tivessem nascidos no Brasil, não teriam chegado aonde chegaram. Fonseca disse que é contemporâneo do Jobs, tenta desenvolver tecnologias desde os 15 anos, mas nunca conseguiu um centavo sequer, seja de incentivos públicos ou da iniciativa privada, enfatizando que, se seu talento fosse para o futebol, certamente teria conseguido patrocínios diversos.
  Para José Fonseca , todos os programas do BNDES, Finep, Faperj, entre outros, voltados para as microempresas de tecnologia, não contemplam “nano” empresas com faturamento de R$ 200 mil/ano. Por esta razão, afirma que sequer a Apple, que começou numa garagem, com US$ 1.300, seria contemplada com a atual postura destas instituições públicas. “Além da falta de apoio financeiro, o estado brasileiro, com sua política fiscal e legislação trabalhista, inviabiliza 99 por cento do nascimento de talentos tecnológicos.”, observou.
José Fonseca foi mais além, dizendo que a América do sul não fabrica circuito integrado, que é peça fundamental na construção de aparelhos eletrônicos. Desta forma, um desenvolvedor precisa importar estas peças a um alto custo de impostos como se fosse um produto industrializado qualquer. E, no seu ponto de vista, só as grandes corporações com seus corpos jurídicos, conseguem isenção, salientando que, “apenas por estes detalhes dá para ver as dificuldades de fazer tecnologia em nosso país”, concluindo que, como um grande brasileiro, não desiste.
  Para justificar os cortes de verba no ministério, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp diz ser necessária a participação determinada da iniciativa privada no financiamento de pesquisa e inovação, tendo a concordância de Geraldo de Souza, ao observar que o Brasil não tem tradição de contribuição da iniciativa privada em pesquisas necessárias ao crescente desenvolvimento do País.  Para ele essa situação precisa mudar urgentemente, considerando que a competição internacional é cada vez mais acirrada em relação à pesquisa de ponta e à inovação tecnológica.
  Tendo o século XXI a perspectiva de ser definido como o século do conhecimento, o membro titular da Academia Brasileira de Ciências, Isaac Roitman acredita que é fundamental o investimento em pesquisa, pois a produção do saber, o desenvolvimento tecnológico e a inovação definirão as condições sócio-econômicas do país, influenciando a qualidade de vida e a melhoria de indicadores como a mortalidade infantil, a expectativa de vida, entre outro. Ele contata que “para que haja pesquisa de qualidade, é fundamental o investimento na formação de recursos humanos e fomento que possibilite o avanço nas pesquisas”, assegurando que os principais entraves para o avanço de pesquisas no Brasil é a burocracia na importação do material de consumo e de equipamentos, bem como a falta de recursos.
  Isaac Roitman acha cinzento o horizonte brasileiro sem o investimento em ciência, tecnologia e inovação, observando que a alta produtividade e competitividade no mundo globalizado são dimensões que definirão entre o Brasil ser um país independente ou colonizado. E, embora o país tenha um panorama econômico satisfatório, devido à exportação de produtos sem valor agregado, a nossa soberania pode ficar ameaçada quando esses produtos se esgotarem, somando-se com a ausência do desenvolvimento de ciência e tecnologia que poderá elevar os níveis de dependência. Enfim, empurrando-nos precipício abaixo.
  Pode-se achar que há exagero nestas constatações, mas, não podemos deixar de considerar a opinião de cientistas e catedráticos no assunto, ressaltando que o investimento em pesquisas, ciência e inovação tecnológica é fundamental. Não esquecendo, entretanto, que ainda mais fundamental é o desenvolvimento do fator humano, para que toda essa inovação tecnológica não transforme nossas crianças (ou até nós) em autômatos, que não enxerguem nem sintam o outro ao seu lado, apenas executem determinações sistêmicas em função da produção, do consumo, da indiferença, do descarte, de um caos anunciado. E assim daremos  de presente a nossas crianças a perspectiva de uma família estável, de uma boa saúde, de uma educação de qualidade, de uma perspectiva de futuro sólido.
(Com informações do Portal da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical - SBMT e Jornal da Ciência - SBPC)





Como o Osciloscópio pode ajudar no conserto dos novos aparelhos de TV

Waldyr Souto Maior

Sempre que surge uma nova tecnologia aplicada a novos aparelhos eletrônicos, surge também o boato de que “daqui pra frente só dá pra consertar com osciloscópio”. Isso aconteceu com a chegada dos televisores coloridos, com a chegada do transistor, do videocassete, do CD Player e do DVD. É claro que no passado houve um pouco de exagero nessa afirmação. Talvez o osciloscópio tenha sido usado também como justificativa, por alguns técnicos, que não se julgavam ainda capazes de consertar um tipo de aparelho que estava recém chegado.

Na verdade, o osciloscópio não está vinculado a nenhum tipo de aparelho. Ele pode ser usado em conserto de aparelhos simples como pequenos rádios portáteis e nos complexos aparelhos de TV da atualidade.
É claro que, ele será mesmo mais necessário na manutenção de aparelhos mais complexos, onde o tempo de conserto poderá ser muito grande sem ele.
Entretanto, para se utilizar de um osciloscópio, o técnico terá que compreender antes esse instrumento

Verificação de Ripple:

Um dos defeitos que afeta bastante os aparelhos modernos de TV é o ripple excessivo nas linhas de alimentação.
Sabemos que o ripple é causado pela perda de capacitância dos eletrolíticos de filtro, mas, nem sempre os capacitores podem ser avaliados a olho, nem sempre estufam, nem sempre enrugam a capa e nem sempre ficam enegrecidos e, retirar um por um para teste, é um trabalho árduo e demorado.
É aí que o osciloscópio pode entrar com uma ajuda muito boa, permitindo verificar o ripple sobre cada capacitor, mesmo antes de retirá-lo do circuito para teste.
Para fazer essa verificação, precisamos colocar a entrada do osciloscópio no modo AC ( Acoplamento capacitivo ). Em seguida, é só aplicar a ponta sobre cada capacitor suspeito com o televisor ligado. Onde o ripple se manifestar, indica que há um capacitor com problema. Daí é só retirar o tal capacitor para troca.

Verificação da presença dos sinais:

Uma prática muito comum é verificar a presença dos sinais que entram e que saem de placas ou de circuitos integrados. Com isso podemos levantar suspeitas mais acertadas, evitando a troca desnecessária da placa ou do integrado.
Muitas vezes, precisamos verificar esses sinais, conferindo-se as suas voltagens e/ou as suas freqüências, o que obriga o técnico saber efetuar essas medições.
Quando o osciloscópio é digital, os parâmetros são escritos na tela digitalmente, mas, quando o osciloscópio é analógico, precisamos avaliar e, quase sempre, calcular.
Dicas:

Apresentarei a seguir algumas dicas de defeitos já conhecidos, que poderão ajudar bastante nas reparações desses modernos aparelhos de TV:
PHILIPS - 47PFL5422D/37
Sintoma: Back light apagado
Causa: Defeito no inverter com capacitores inchados.

PHILIPS 42PFL5332
Sintoma: Desligando sozinha
Causa: Capacitores do inverter estufados
PHILIPS - 32PFL3403
Sintoma: Aparelho inoperante
Causa: Resistor R929 1R aberto.
PHILIPS  32PFL3403
Sintoma: Imagem piscando e TV desligando em seguida
Causa: C304 e C303
Sintoma: Não liga e o Led fica piscando alternando entre vermelho e verde
Causa: C202, C206, C217 e C218 (2200uF/10v), e C226 (470uF/25v
Sintoma: Sem som e sem imagem. Tela acende com caracteres normais. Led verde acende.
Solução: Resetar o aparelho para o modo fábrica. Caso não resolva trocar a placa do VSC.

Sintoma: Back light apagado.
Causa: Fusível SMD F1 aberto na placa do inverter.
SAMSUNG - LN32B350F1
Sintoma: Não liga
Causa: Transistor FET QP802S (K10A60D)  com fuga e Capacitor Cerâmico CP810 estourado
Obs: No lugar do K10A60D, usar 2SK1507 como substituto.
SAMSUNG - LE32R73BD
Sintoma: Sem imagem
Solução: Ressoldar conetores nas duas pontas do cabo LVDS.
SAMSUNG - LN32B350
Sintoma: Som normal sem imagem com lâmpadas apagadas
Verificação: Falta pulso no pino 16 do integrado SEM2006 –
Solução: Acrescentar resistor de 4,7k do pino 16 do circuito integrado SEM2006 ao pino INVERT-ON do conector.



Em outubro, estarei ministrando na Esate vários cursos envolvendo os novos aparelhos de TV:
Conserto de TV com telas de PLASMA, LCD e LED;
Investigação de Defeitos em televisores LCD e LED com uso do osciloscópio;
Conserto de Fontes Chaveadas de TV;
Projetos de circuitos Analógicos e Digitais;
Oficina de DVD e Home Theater (traga seu aparelho para consertar durante o curso);
Conserto de Mesas de Som e Amplificadores de Potência;
Eletrônica Analógica e Digital.

Acesse nosso site: www.wix.com/novaasfeteb/esate . E não deixe de se relacionar conosco também através do Facebook http://www.facebook.com/profile.php?id=100003405630763  e do Orkut ESATE/ASFETEB e-mail: esate.asfeteb@ig.com.br , você estará em contacto comigo e com outros amigos da profissão e poderá participar do FÓRUM da comunidade NOVA ASFETEB e obter consultas com profissionais e professores.
Mais detalhes, ligue para a (21)2655 0312.
Waldyr Souto Maior é professor de eletrônica na ESATE, possui cursos no exterior, é autor de alguns livros técnicos e é vice-presidente da Asfeteb (Associação Federal dos Técnicos em Eletroeletrônica do Brasil: esate.asfeteb@ig.com.br)


CGI.br lança resultados da pesquisa TIC Kids Online Brasil

Ag. Fapesp – O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou os resultados da primeira pesquisa TIC Kids Online Brasil, que visa levantar dados sobre as oportunidades on-line e o uso seguro da internet.
A pesquisa é resultado de um acordo entre o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) e a London School of Economics (LSE) para trazer para o Brasil a metodologia utilizada na pesquisa EU Kids Online, conduzida em 25 países da Europa em 2010.
O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) adaptou o modelo da pesquisa europeia à realidade brasileira, mantendo a comparabilidade com os resultados dos demais países. Foram realizadas 1.580 entrevistas com crianças/adolescentes de 9 a 16 anos e o mesmo número de pais.
A pesquisa mostrou que a frequência de uso da internet é elevada na faixa etária entre 9 e 16 anos: 47% usam a internet todos os dias ou quase todos os dias.
O uso da internet por esse perfil ocorre em uma variedade de locais. Destaque para o uso na escola (42%), no domicílio (40% dos entrevistados utilizam a internet na sala de casa ou outro ambiente coletivo do domicílio), na lan house (35%) e pelo celular, que é citado por 18% dos usuários de 9 a 16 anos.
Entre as atividades realizadas pela criança/adolescente na internet no mês anterior à pesquisa, as mais mencionadas são: “fazer trabalho escolar” (82%), “visitar uma rede social” (68%), “assistir vídeos no YouTube” (66%), “jogar on-line” (54%).
Atividades mais complexas ou interativas, como postar conteúdos, são menos citadas: 40% postaram fotos, vídeos ou músicas, 24% postaram uma mensagem em um site e 10% escreveram em blog.
Entre crianças e adolescentes de 9 a 16 anos, 70% possuem perfil próprio em rede social – 42% entre 9 e 10 anos e 83% de 15 a 16 anos. Entre os que possuem o próprio perfil, 42% são privados, configurado de forma que apenas os amigos consigam visualizá-lo.
Outros 31% permitem que contatos dos seus amigos também possam visualizar seu perfil, ou seja, é parcialmente privado. Ainda, 25% possuem perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa. Apenas 2% desconhecem a configuração do perfil na rede social.
Além disso, 54% dos usuários de internet disseram saber mudar as configurações de privacidade no perfil de rede social. 59% sabem bloquear as mensagens de uma pessoa e 44% declararam ser capazes de bloquear spam.
Já em relação a questões mais complexas, 55% declararam saber encontrar informações sobre como usar a internet com segurança e 41% sabem comparar diferentes sites para verificar se as informações são verdadeiras, o que aponta para os desafios de um uso seguro da rede.
Além disso, 23% dos usuários de 11 a 16 anos já tiveram contato na internet com alguém que não conheciam pessoalmente. Entre os que fizeram esse contato, cerca de um quarto declarou ter encontrado pessoalmente alguém que conheceu primeiro na internet.
Em relação às experiências vividas pelas crianças e adolescentes, 22% declararam ter passado por alguma situação de incômodo ou chateação nos últimos 12 meses. Entre esses, praticamente metade (47%) declarou que esse tipo de situação aconteceu na internet.
71% dos pais/responsáveis creem que os filhos usem a internet com segurança e 35% acham que os filhos são suficientemente capazes de lidar com situações que o incomodem na internet.
“Embora os pais sejam importantes mediadores das crianças e adolescentes no uso da internet, os resultados da pesquisa mostram que sua percepção dos riscos desse uso é baixa”, disse Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.
Em agosto de 2012, o CERT.br divulgou um fascículo com dicas específicas de segurança em redes sociais. O material compõe a nova versão da Cartilha de Segurança para Internet, disponível em http://cartilha.cert.br.
Informações sobre iniciativas de segurança na internet são congregadas no site InternetSegura: www.internetsegura.br.
Os dados da pesquisa estão disponíveis em www.cetic.br/usuarios/kidsonline/index.htm.

TV Philips 40PFL8605D conhecendo o Ambilight e defeitos

Paulo Roberto

Dando sequência às matérias relacionadas a TV de LCD & Plasma apresento a Philips 40PFL8605D. Este aparelho é uma TV LED 40 Polegadas Full HD 120Hz, ela conta com 4 HDMI e tecnologia Ambilight. Possui conversor DLNA Online TV Wi-fi. Veremos a seguir os defeitos mais pertinentes deste modelo que estão aparecendo com maior frequência pelo fabricante e alguns divulgados através da Internet por alguns colegas.
Primeiramente tem que se descrever a função ambilight para aqueles que ainda não a conhecem. Quando o usuário aciona esta função pelo controle remoto a TV gera na parte traseira um efeito luminoso (figura 1). O tom de cor emitido pelo televisor acompanha as cores reproduzidas naquele momento da transmissão, para isso internamente há uma identificação do mesmo e em seguida o acionamento dos LED’s correspondentes a esta cor. A seguir veremos alguns defeitos relacionados a esta etapa.






Figura 1 – efeito luminoso do ambilight

DEFEITOS NO AMBILIGHT

Cores anormais na função Ambilight:
- Verificar fixação de 8M83 (CABO NO CONEX 25P/1K1/25P), 8M09 (CABO CONEX 4P/560/4P).
Cores anormais na função Ambilight do lado direito:
- Verificar se o cabo 8M59 (CABO NO CONEX 25P/680/25P) está corretamente inserido, também verificar 8M83.
Ambilight não funciona, fica apagado:
- Verificar como está inserido 8M09 (CABO CONEX 4P/560/4P), 8M83 (CABO NO CONEX 25P/1K1/25P) e 8735 (CABO CONEX 4P/680+480/2X2)
Na figura 2 o leitor pode visualizar o conjunto de acionamento dos LED’s da função ambilight. Note que cada conjunto possui as três cores básicas: vermelho, verde e azul. Cada conjunto deste possui os LED’s da respectiva cor, associados em série, de forma a serem alimentados por uma tensão de 24V presente no anodo do primeiro LED da associação.
Para cada conjunto existe uma linha, onde esta apresenta a condição de ser negativada ou não para acionamento dos LED’s. Se a informação for para negativar uma determinada linha, nesta se cria uma diferença de potencial em suas extremidades, consequentemente acendendo todos os LED’s daquela determinada cor. Para cores diferentes das cores básicas se associam os comandos de acionamento das mesmas.

Figura 2 – Conjunto de LED’s do Ambilight

Na figura 3 o leitor poderá identificar o acionamento de todos os LED’s, ocasionando nesta situação a cor branca na emissão luminosa.


Figura 3 – Emissão de luz branca

DEFEITOS DOS CAPACITORES 2B44, 2B45, 2B46 e 2B47

 Na linha de produção deste modelo os capacitores 2B44, 2B45, 2B46 e 2B47 não foram inseridos. A falta destes componentes com o tempo pode apresentar diversos defeitos, portanto é conveniente ao pegar este aparelho fazer a inclusão dos mesmos, ou substituir os capacitores na incidência dos defeitos descritos abaixo:

Aparelho desliga intermitente
Aparelho entra em proteção – código 3
Imagem sofre digitalização
Imagem confusa
Sintomas ligados as entradas USB
OBS: Vale relembrar que mesmo que o técnico pegue outro defeito, deve-se efetuar a troca destes capacitores ou colocá-los em virtude dos mesmos serem críticos.

PROBLEMAS DE SOFTWARE
 
Vários defeitos têm sofrido comentário nos sites técnicos e de consumidores, relacionados a software. Na realidade, este aparelho possui vários recursos, portanto o que maximiza sua programação interna e, consequentemente, proporciona uma gama de defeitos referentes a esta etapa. Uma das opções é a reprogramação do software, que muitas vezes tem que ser efetuada pela autorizada, mas a seguir está relacionada uma lista option byte deste modelo para que se possa fazer alterações, caso o defeito esteja relacionado a uma diferença encontrada na lista.



LISTA DE OPTION BYTE
OB1 = 02316 - 0x090C
OB2 = 12803 - 0x3203
OB3 = 23359 - 0x5B3F
OB4 = 44063 - 0xAC1F
OB5 = 35316 - 0x89F4
OB6 = 32832 - 0x8040
OB7 = 00000 - 0x0000
OB8 = 00000 - 0x0000
Cab. 21 Disp. 244

ALTO-FALANTE COM VIBRAÇÃO
- Verificar condição de fixação do alto falante. Muitas vezes na linha de produção esta fixação ficou deficiente.
ILUMINAÇÃO IRREGULAR
- Verificar possível falha de solda em R13 ( resistor SMD )
NÃO ACENDE LED STAND BY
- Verificar possível falha de solda em D2

TV INOPERANTE
- Este defeito está condicionado a queda de raios na localidade – trocar ( U101 e D301 )
Para aqueles que ainda não participaram dos meus Treinamentos em TV LCD & LED, informo que esta função ambilight é abordada mais detalhadamente, assim como outros itens associados à Tecnologia LCD. Qualquer informação ligar para 25973368/96780087/68800713 ou pelo e-mail treinamentosbte@gmail.com.
Paulo Roberto dos Santos é Técnico em Eletrônica e Mecatrônica com especialização em Instrumentação Industrial, atuou por muitos anos na rede Sharp e atualmente trabalha como tecnólogo na Universidade Gama Filho. Paulo Roberto é autor de diversos livros e editor do boletimtecnicorj@gmail.com, distribuído de forma gratuita. Colunista do Jornal Ícone, atuando também como Instrutor e palestrante de manutenção. Possui experiência em manutenção eletrônica com mais de 25 anos