terça-feira, 2 de setembro de 2014

Jornal Ícone - Construída primeira porta lógica magnética 3D

Com informações da New Scientist 

Construída primeira porta lógica magnética 3D
Microfotografia das portas lógicas magnéticas 3D, cada uma contendo três ímãs de entrada e um ímã de saída. Os números representam os estados de magnetização - os bits. [Imagem: Eichwald, et al. - 10.1088/0957-4484/25/33/335202]
Computação magnética
Pilhas de nanoímãs podem fazer os supercomputadores serem mais rápidos sem consumir a energia de uma cidade inteira.
A ideia para o futuro é substituir os transistores tradicionais por ímãs em nanoescala.
Explorando o magnetismo, pode-se fazer os cálculos consumindo uma fração da energia necessária para manter os transistores sempre ativos.
Nos processadores atuais, os bits de informação - 0s e 1s - são representados por correntes elétricas fluindo através de bilhões de transistores, cada um com sua própria fiação.
Mas ímãs podem fazer o mesmo apenas mudando a orientação dos seus pólos: apontar para o norte pode representar um 1, enquanto apontar para o sul pode representar um 0.
Inverter a polaridade de um ímã requer menos energia do que fazer uma corrente elétrica fluir através de um fio, de forma que, nesse conceito, é necessário menos energia para que o processador funcione.
Os nanomagnetos já estão sendo colocados em uma camada na superfície dos microchips.
Mas, para mostrar todo o seu potencial, eles precisam de espaço extra - fabricar os nanoímãs em 3D é fundamental para que eles possam rivalizar com a densidade dos transistores (transistores por área) que se obtém nos processadores atuais.
Construída primeira porta lógica magnética 3D
Observe a dimensão da "área de computação" (Computing area), mostrando as possibilidades de miniaturização da lógica magnética. [Imagem: Eichwald, et al. - 10.1088/0957-4484/25/33/335202]
Chips magnéticos 3D
Agora, Irina Eichwald e seus colegas da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, descobriram como fabricar um chip com até 100 camadas de nanomagnetos.
A equipe construiu uma porta lógica, um dos blocos básicos essenciais de um processador, a partir de matrizes de nanomagnetos empilhadas.
Em vez de fios, ímãs colocados acima do chip induzem campos magnéticos. Em resposta, os nanoímãs empilhados alteram sua orientação um após o outro, como peças de dominó, o que permite executar operações reais.
A grande vantagem é que, enquanto um transístor precisa ser fisicamente conectado ao outro por meio de fios, os nanomagnetos influenciam-se sem a necessidade de fiação.
Nos primeiros testes, o chip magnético consumiu apenas 1/35 da energia de um transístor.
"Um grande número de processos de computação agora pode ser feito simultaneamente com baixo consumo de energia, uma vez que você não precisa dos fios de conexão que os transistores precisam. Você só precisa gerar um campo magnético através do chip," diz Eichwald.
A seguir será necessário avaliar a confiabilidade do chip magnético, uma vez que é necessário garantir que os nanomagnetos não interfiram com as operações uns dos outros, além de diminuir o tamanho das portas lógicas magnéticas, que têm cerca de 500 nanômetros no protótipo.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Jornal Ícone - Programa transforma desenho à mão em modelo 3D

Site Inovação Tecnológica

Programa transforma desenho à mão em modelo 3D

Os modelos 3D gerados a partir dos esboços a mão respectivos. [Imagem: Baoxuan Xu et al./UBC]
Desenhos que saltam
Um novo programa gráfico promete simplificar dramaticamente a forma como projetistas e artistas desenvolvem ideias de novos produtos.
E também pode ajudar muito os hobistas que desejam projetar gerigonças para fabricar usando suas impressoras 3D.
O programa gera formas 3D complexas a partir de rascunhos simples feitos em papel.
Quem já tentou converter um desenho em um modelo 3-D usando os programas comerciais sabe o quanto isso pode ser um processo complicado e trabalhoso.
Para simplificar tudo, Baoxuan Xu e seus colegas da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, desenvolveram o True2Form, um algoritmo inspirado na forma como os projetistas fazem seus desenhos.
"Quando fazem desenhos a lápis, os projetistas e artistas usam curvas descritivas e pontos de vista significativos para transmitir a forma completa de um objeto," diz o professor Alla Sheffe. www.eletro-parts.com

"O nosso sistema imita os resultados da inferência humana da forma tridimensional para levantar uma rede de curvas em 3-D a partir do esboço, preservando a fidelidade ao desenho original," acrescenta ele para ressaltar que o programa corrige as imprecisões próprias de um desenho à mão, para não gerar modelos deformados.
Segundo a equipe, seu programa gráfico foi projetado para processar uma gama maior de complexidades geométricas do que os programas disponíveis para modelagem por esboços.