sexta-feira, 24 de abril de 2015

Jornal Ícone - ed. 226 - Educação tecnológica. O que deu certo em outros países?

André Pereira

 Falei inúmeras vezes de programas educacionais ao redor do mundo, o que deu certo e o que jamais dará certo. Nas ocasiões, não ia muito a , pelo fato de poder dar ao leitor espaço para suas pesquisas pessoais.
 Recentemente, tivemos uma trágica ação policial que culminou no assassinato de uma criança de 10 anos e gente sem noção manipulando a imagem para parecer que foi um bandido e quem não procura se informar indo e caindo nessas manipulações, dando mais força e mais motivos para a polícia matar mais ainda com um pretexto ultrapassado e ignorante.
 O cenário jamais irá mudar, sem mudar a forma de educar. Falo educar de maneira sistemática os adultos e as crianças e a tecnologia é o único caminho que conseguiu reverter essa CULTURA colocada dentro das favelas e áreas carentes. Segundo o incentivo a autoestima, mostrando e incentivando as crianças que elas são capazes e que seus pais podem ajudar e se verem capazes, também.
 Não teremos mudanças no atual cenário, sem mudar uma cultura de forma enérgica e voltada para o bem estar de todos, como implantar uma educação tecnológica nas escolas, creches, clubes e locais públicos. Ensinado os jovens a fazerem tarefas desafiadoras e não obrigadas para conseguir pontos, mas para verem resultados. Por exemplo, funções matemáticas, que são praticadas no mundo real somente na faculdade, essa cultura precisa mudar e fazer crianças e jovens aprenderem a usar as ferramentas da escola no dia a dia e verem utilidade no que aprenderam na escola. Por outro lado os professores precisam ser mais interessados em passar o conhecimento e incentivar os alunos a respeitarem e seguirem regras. Seguindo aí o estado, que deveria se apresentar como mediador em promover a educação tecnológica de maneira sólida e os meios de mídia, mudando cultura de programas podres, lixo e esgoto como são as novelas e outras tranqueiras com foco na vingança, ódio, raiva, traição e ilusão. Poderia ter os mesmos programas incitando a população a se desenvolver e se olhar como pessoas capazes.  Focando o empreendedorismo e a ação conjunta contra ameaças sociais, como o tráfico de drogas. Sim! Se a diminuição de consumidores e a repressão pelo estado de forma inteligente, associado à mídia mais próxima do povo, os traficantes não teriam para quem vender e teria mais gente disposta a rejeitar a formação de grupos armados em seus locais de desenvolvimento humano e social, com a ajuda da educação tecnológica. Mas como assim, educação tecnológica? A resposta é simples. Se uma estrutura governamental funciona, como a polícia que não pode ser corrupta, então cabe ao cidadão usar todos os meios e métodos para comunicar quem está saindo da linha legal de convivência e harmonia. Podendo pessoas e grupos separarem o que não presta de quem quer ter paz.
 A educação tecnológica é a única forma de se alcançar resultados, pois dá ao povo o conhecimento por diversos meios e por diversos modos. Por exemplo, podemos citar a crescente onda de uso de câmeras escondidas em carros e motos com o intuito de segurança, mas pode ser usado com o intuito de conhecimento, para avaliar comportamentos e consertar o que já fora filmado e não se quer repetir. Outro exemplo é o de crianças que podem chamar, em uma emergência, uma ambulância para um ente em casa passando mal, pois já sabem usar um aparelho tecnológico como o celular ou o computador e treinadas, na escola ou em casa, salvar vidas.
 Em muitos países, como a CHINA, as escolas estão mudando paradigmas. Levando mais conhecimento aos cidadãos e incentivando estes a se olharem como pessoas capazes, mudando o conceito de ensinar pela força. Os professores participam de fóruns permanentes para discutirem o sucesso de alguma escola e saber como aplicar os métodos em outras. Vi em uma reportagem no canal TV escola onde um professor mostra como ensina na sala de aula e sai com os alunos para mostrar como e onde é aplicado aquele conhecimento e usam de todos os meios para tal, como o computador, o celular e aparelhos diversos. Usam a mecânica e a eletrônica com software para incentivar aos jovens e crianças a praticarem tarefas em casa junto com os pais, levando conhecimento também a eles.
 Não há outra forma de se livrar da guerra do tráfico nas favelas e periferias só com polícia e sendo essa tão corrupta quanto o traficante, é uma perda de tempo e de vidas. Somente a interação do indivíduo com o saber dará ferramentas para uma sociedade evoluir. As tecnologias já existem, basta dar a devida educação para que elas sejam aplicadas ao bem comum e trazer felicidade com harmonia para todos, pois o caos em que vivemos é o resultado da falta de ordem nessa educação que precisa ser modelada e aplicada.
 Eu sou André Pereira da Silva e espero ter mostrado o que penso a respeito do saber coletivo, da educação tecnológica e da vivência coletiva. Meu e-mail andrepereira@ig.com.br.

Paz profunda!

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